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Irão anuncia pena de morte para protestos

Protestos no Irão passam a ser puníveis com pena de morte, em meio a repressão oficial, interrupção de Internet e dezenas de mortos

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Irão avisa que protestos passam a ser puníveis com pena de morte
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  • O procurador-geral do Irão, Mohammad Movahedi Azad, disse à televisão estatal que os protestos passam a ser puníveis com pena de morte.
  • As manifestações começaram a 28 de dezembro, inicialmente por custo de vida, e evoluíram para contestação política contra o regime.
  • Na quinta-feira foi cortada a Internet e o sinal de telemóveis; a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos aponta pelo menos 65 mortos e cerca de 2.300 detidos.
  • A Al-Jazeera dirigiu-se em direto do Irão, sendo o principal meio estrangeiro que ainda transmite; a televisão estatal afirmou que não houve protestos significativos durante a noite.
  • O líder supremo Ali Khamenei criticou os manifestantes; nos EUA, o secretário de Estado Marco Rubio e o Departamento de Estado expressaram apoio aos protestantes, com referências às declarações do Presidente Trump.

Ao Irão, protestos que começaram no dia 28 de dezembro vão ganhando contornos políticos, com uma repressão em larga escala anunciada pela Procuradoria-Geral. A televisão estatal divulgou a mensagem de Mohammad Movahedi Azad, após o líder supremo Ali Khamenei ter falado de uma nova fase de atuação do regime.

As manifestações já se espalham por quase todo o território, iniciadas pela escalada de custos de vida e inflação. O país está sob sanções econômicas internacionais, o que tem alimentado a contestação contra o governo.

Na quinta-feira, as autoridades cortaram a Internet e as redes móveis para impedir a mobilização. Mesmo assim, a organização não governamental Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos indica já pelo menos 65 mortos e cerca de 2.300 detidos.

Enquanto a televisão pública afirma que não houve protestos significativos durante a noite e que a maior parte das cidades manteve a paz, vídeos verificados pela Associated Press mostram milhares nas ruas junto a Teerã, com cânticos contra o líder religioso. Em Saadat Abad, norte da capital, surgem imagens de multidões.

O episódio começou com impulsos populares, mas evoluiu para um movimento político contra o regime, segundo relatos de várias fontes. A cobertura é dificultada pela interrupção das comunicações, com poucos meios estatais e semioficiais mantendo emissão online.

Reação internacional e contexto

O líder supremo criticou os protestos, acusando alguns opositores de destruir ruas em nome de um líder de outro país, numa referência aos Estados Unidos. A resposta de Washington chegou com apoio público aos manifestantes, por meio de publicações nas redes sociais, sem linguagem diplomática agressiva.

O Departamento de Estado dos EUA ressaltou que as afirmações de Donald Trump devem ser levadas a sério, enquanto Ronnie Rubio reiterou o apoio ao povo iraniano. A cobertura de veículos internacionais, como a Al-Jazeera, continua a acompanhar as mensagens de descontentamento no terreno. Fontes oficiais locais mantêm a leitura de que a situação está sob controlo.

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