- O líder dissidente das FARC, Néstor Gregorio Vera, conhecido como Iván Mordisco, propôs unir-se ao ELN após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, e ofereceu uma recompensa de cinco mil milhões de pesos pela sua captura.
- Mordisco convocou uma cimeira de comandantes insurgentes da Colômbia e de toda a América para formar um grande bloco contra os intervenções militares, convidando a Segunda Marquetalia, a Coordinadora Nacional Ejército Bolivariano (CNEB) e o ELN.
- Disse que, apesar de diferenças do passado, enfrentam o mesmo inimigo e que é hora de nos unirmos na trincheira comum, sob a ideia de recuar os “inimigos da grande pátria”.
- As dissidências das FARC e o ELN disputam território e o negócio da cocaína em várias zonas da Colômbia, nomeadamente Catatumbo e Arauca, na fronteira com a Venezuela.
- O ELN, considerado grupo terrorista por Estados Unidos, tem forte presença na fronteira com a Venezuela, onde, após a captura de Nicolás Maduro, as autoridades venezuelanas pedem resistência à intervenção militar.
O líder de um dos maiores grupos dissidentes das FARC propôs unir forças com o ELN após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Néstor Gregorio Vera, conhecido como Iván Mordisco, sugeriu uma cimeira entre comandantes insurgentes da Colômbia e da região para discutir uma frente comum.
No vídeo divulgado nas redes sociais, Mordisco pediu o fim de intervenções militares e de dominância cultural, apontando para a criação de um “grande bloco insurgente”. Convidou os dirigentes da Segunda Marquetalia, da Coordinadora Nacional Ejército Bolivariano e do ELN para a reunião.
Entre os convites, destacou a necessidade de superar divergências históricas, afirmando que o inimigo é comum. Em paralelo, a Colômbia oferece uma recompensa de cerca de 1,1 milhão de euros pela captura de Mordisco, chefe do EMC.
Contexto regional
Grupos dissidentes das FARC e o ELN disputam território e tráfico de cocaína em áreas fronteiriças, especialmente Catatumbo e Arauca, zonas fronteiriças com a Venezuela. O ELN mantém forte presença na fronteira devido à sua atuação naquela região.
A Venezuela anunciou apoios a resistir após o ataque atribuído aos Estados Unidos. O Governo venezuelano e o ELN destacaram a importância de defender o legado político na região, num contexto de tensões regionais.
A fronteira terrestre entre Colômbia e Venezuela tem 2 219 km, abrangendo zonas com pouca densidade populacional. O ELN é considerado grupo com grande poder na fronteira e, segundo autoridades dos EUA, mantém ligações com atividades ilícitas na região.
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