- A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) pretende rentabilizar parte do seu património imobiliário em Lisboa através de parcerias com privados, para reabilitar imóveis e gerar receita.
- Três dos edifícios propostos são antigos “recolhimentos”, palácios doados pelo Estado.
- O objetivo é alavancar propriedades para responder a necessidades públicas, incluindo programas de renda acessível, numa altura de crise habitacional.
- Os partidos à esquerda, incluindo o PCP e o Bloco de Esquerda, dizem que o caminho pode abrir passagem à especulação imobiliária.
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) está a explorar parcerias com privados para reabilitar edifícios do seu património e gerar receita. A proposta envolve disponibilizar imóveis para aproveitamento comercial ou residencial, mediante contratos de reabilitação.
Três dos imóveis em causa são antigos recolhimentos, palácios doados pelo Estado. A SCML pretende manter o controlo de áreas de serviço e de uso público, enquanto o privado gere a reabilitação, a construção e a exploração económica dos espaços.
A discussão envolve sensibilidades políticas, com a esquerda a pedir que a operação sirva programas públicos de renda acessível. Destacam-se perguntas sobre o impacto da especulação imobiliária na cidade de Lisboa.
Envolvimento político e próximos passos
Os adjudicados à SCML, incluindo detalhes sobre prazos e condições, devem ainda ser definidos. Pelos thatos, o objetivo é equilibrar a gestão do património com necessidades habitacionais, mantendo a transparência do processo.
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