- Hessy Levinsons Taft morreu a 1 de janeiro; tinha seis meses quando foi fotografada por Hans Ballin em Berlim, nos anos trinta.
- A foto apareceu na capa da revista nazi Sonne ins Hause, apresentando-a como a bebé ariana perfeita, apesar de ser filha de judeus, Pauline e Jacob Levinson.
- Ballin enviou a imagem com uma identidade falsa, alegando que pretendia ridicularizar os ideais nazis; a mãe perguntou ao fotógrafo como a filha virou símbolo da propaganda.
- A família enfrentou perseguição e deslocou-se entre Letónia, Paris e Cuba, acabando por se estabelecer nos Estados Unidos em mil novecentos e quarenta e nove.
- Hessy entregou uma cópia da revista ao Yad Vashem em mil novecentos e quatorze; a história foi contada à Bild e ao Telegraph, com rumores de que a imagem possa ter sido selecionada por Joseph Goebbels.
Hessy Taft, conhecida como a bebé ariana perfeita, era na verdade filha de judeus letões. A notícia da sua morte foi anunciada pelo New York Times: faleceu no dia 1 de janeiro.
A história insinua o paradoxo da propaganda nazi na década de 1930. Hessy Levinsons Taft tinha seis meses quando a mãe levou-a a fotografar por Hans Ballin, em Berlim, e a imagem ganhou capa de uma revista nazi.
A fotografia apareceu na capa da revista Sonne im Hause, num concurso de bebés promovido pelo regime. Ballin enviou o retrato, alegadamente com uma identidade inventada, ciente de que Hessy era judia.
A mãe, Pauline Levinson, confrontou o fotógrafo ao descobrir o uso ideológico da criança. Ballin alegou que a intenção era ridicularizar os ideais nazis, relato que Hessy confirmou à imprensa alemã em 2014.
A família enfrentou perseguição durante a ascensão nazi: o pai, Jacob Levinson, foi preso pela Gestapo em 1938 por alegadas fraudes fiscais, mas libertado com apoio de um contabilista do partido Nazi.
Após fugir da Alemanha, Hessy e a família passaram pela Letónia e Paris, até rumarem a Cuba com auxílio da resistência, antes de se estabelecerem nos Estados Unidos em 1949.
O envolvimento de figuras ligadas à propaganda, incluindo rumores de uma possível seleção da foto por Joseph Goebbels, permanece uma peça de controvérsia histórica. Hessy descreveu a experiência como uma forma de sobrevivência.
Em 2014, Hessy entregou uma cópia da revista ao Yad Vashem, o museu do Holocausto em Israel, descrevendo o gesto como uma satisfação derivada de justiça histórica. A notícia foi publicada pelo Telegraph à época, com referência aos arquivos da família.
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