- Um ano após denunciar a situação, Ana Paula dos Santos, 39 anos, de São Tomé e Príncipe, vive num centro de alojamento de emergência social em Loures com os quatro filhos.
- Está em décimo lugar na lista de habitação social de Loures; no último contacto com a Segurança Social, recebeu ordem para continuar a procurar casa.
- A história começou com renda baixa num apartamento, que se tornou insustentável com o aumento do valor. Procurou apoio no bairro Talude Militar e, depois, foi realojada numa pensão da Segurança Social e, mais tarde, num centro de emergência.
- A filha mais velha está na universidade; as duas filhas menores estudam em escolas de Loures, mantendo a esperança de regressar a casa. A Habita denuncia pressão para arranjar casa rapidamente.
- A associação questiona a viabilidade de manter a família no centro de emergência, destacando custos elevados para a Segurança Social e sugerindo que a Câmara de Loures alugasse uma casa com renda social para reduzir despesas.
Um ano após ter denunciado a sua situação, Ana Paula dos Santos, de 39 anos, ainda vive num centro de alojamento de emergência social em Loures, com os quatro filhos. A mãe encontra-se à espera de uma habitação estável na cidade.
A família está inserida numa lista de habitação social, ocupando o décimo lugar. No último contacto com a Segurança Social, no dia 10, foi-lhe pedido que continuasse a procurar casa, mantendo a espera por uma solução.
Ana Paula reside atualmente num quarto, com alimentação fornecida e casas de banho partilhadas. O agregado familiar permanece na lista de espera para uma habitação social em Loures.
A atual situação resulta de um histórico de despejos, habitação precária e aumento de renda. A família vive numa área de Loures conhecida pela demolição de espaços habitacionais antigos.
A Associação Habita tem acompanhado o caso e aponta que a comparticipação do centro de emergência por mês se aproxima de três mil euros. Segundo a associação, não é viável manter uma família com salário mínimo neste tipo de alojamento sem apoio adicional.
A filha mais velha está na universidade, enquanto as duas filhas mais novas estudam em escolas locais. A família mantém a esperança de regressar a uma casa própria em Loures, ainda que o tempo de espera seja longo.
Entre na conversa da comunidade