O que aconteceu
Drones atingiram a refinaria MNPZ, uma das maiores da Rússia, dirigida pela Gazpromneft, obrigando a evacuações e a suspensão de voos em Moscovo. Foi o segundo ataque de grande envergadura na mesma semana contra infraestruturas críticas russas. Além da refinaria, houve danos numa residência e num centro comercial, com 17 feridos confirmados.
Quem está envolvido
A ofensiva foi reivindicada pela Ucrânia, enquanto as autoridades russas apontam para ataques de defesa aérea que conseguiram abater vários drones. Em Moscovo, o presidente Vladimir Putin recebia líderes asiáticos para uma cimeira de dois dias, a discutir cooperação energética, em Kazan.
Quando e onde
O ataque ocorreu na noite de ontem, num momento em que a cimeira entre a Rússia e a Associação de Nações do Sudeste Asiático decorre em Kazan, a cerca de 700 quilómetros de Moscovo. A refinaria fica na região de Moscovo, uma infraestrutura-chave para o abastecimento da capital russa.
Porquê e desdobramentos
Os ataques são vistos como parte de uma estratégia ucraniana para absorver recursos russos e debilitar a capacidade logístico-energética do país. A defesa aérea russa afirma ter repelido o ataque, mas não conseguiu evitar danos na refinaria. Voos em quatro aeroportos da capital foram temporariamente suspensos.
Contexto adicional
- O ataque à refinaria já tinha ocorrido na terça-feira anterior, segundo informações oficiais.
- O presidente russo continua a receber visitantes estrangeiros na cimeira, enquanto as paragens aéreas de Moscovo trabalham para retomar a normalidade.
- A Ucrânia descreve as ações como respostas proporcionadas ao que classifica como agressão russa, num cenário de negociações de paz em impasse.
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