- Pelo menos onze civis morreram e trinta e cinco ficaram feridos numa série de ataques russos durante a noite, que danificaram o Mosteiro de Kiev-Pechersk Lavra, Património Mundial da UNESCO, em Kiev.
- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusa a Rússia de atacar deliberadamente o complexo monástico com dois drones, classificando o episódio como um dos crimes mais graves contra a cultura cristã.
- Zelensky pediu uma resposta decisiva dos aliados do G7 para aumentar a pressão sobre Moscovo e reforçar a defesa aérea da Ucrânia, especialmente as capacidades antibalísticas.
- A União Europeia renovou sanções contra a Rússia, abrangendo 34 pessoas e 47 entidades, visando o setor militar, receitas energéticas e direitos humanos.
- A União Europeia e a liderança francesa reiteraram a exigência de cessar-fogo e negociação de paz, com foco em manter pressão sobre a Rússia e evitar ataques a civis e património cultural.
O ataque russo da noite passada deixou pelo menos 11 mortos e 35 feridos em várias cidades da Ucrânia. Entre os alvos, destaca-se o Mosteiro de Kiev-Pechersk Lavra, património mundial da UNESCO, atingido por dois drones segundo autoridades ucranianas. Kiev acusa Moscovo de atacar deliberadamente o complexo histórico.
As autoridades locais detalham danos significativos no recinto monástico, fundado no século XI e de grande importância para a Igreja ortodoxa. O episódio elevou o tom da crise entre a Ucrânia e a Rússia, com o presidente Volodymyr Zelensky a descrever o ataque como um dos crimes mais graves contra a cultura cristã.
O Presidente ucraniano afirmou que a ofensiva revela a determinação russa de prosseguir a guerra, apelando a uma resposta firme dos aliados. Durante a cimeira do G7 em Évian-les-Bains, pediu maior pressão internacional e apoio à defesa aérea, especialmente às capacidades antibalísticas da Ucrânia.
A União Europeia renovou as sanções contra a Rússia, abrangendo dezenas de indivíduos e entidades. O objetivo é limitar o setor militar e industrial russo, reduzir receitas energéticas e expor violações de direitos humanos, bem como críticas à observância das convenções internacionais.
A ler nos despachos oficiais, a UE e a Comissão Europeia condenaram os ataques contra civis e o património, reforçando que tais ações constituem crimes de guerra. A diplomacia europeia reiterou que a agressão expõe o uso de propaganda e desrespeito pelo direito internacional.
Entre as reações internacionais, o presidente francês reiterou a determinação de trabalhar por um cessar-fogo, com promessas de discutir passos adicionais na senda de negociações no contexto do G7. O Kremlin mantém a versão de que houve ataques a alvos militares e não visaram monumentos religiosos.
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