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EUA e Irão trocam ataques no segundo dia, alimentando esperança de fim da guerra

Dois dias de ataques entre EUA e Irão elevam o risco no Estreito de Ormuz, com o petróleo a subir e o desfecho da guerra ainda incerto

Carros passam por um cartaz com o estreito de Ormuz e os lábios cosidos do presidente dos EUA, Donald Trump, numa praça no centro de Teerão, Irão, sábado, 2 de maio de 2026
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  • EUA e Irão trocam ataques pelo segundo dia consecutivo, com Washington a acusar Teerã de atrasar negociações para um acordo que ponha fim à guerra.
  • Explosões foram reportadas no sul do Irão, perto do estreito de Ormuz, com relatos de impactos em Bandar Abbas, Qeshm e Minab; fontes indicam ataques a projéteis inimigos em Kargan e Sirik.
  • O Comando Central dos EUA (CENTCOM) disse ter concluído ataques a capacidades militares iranianas de vigilância, comunicações e defesa aérea, alegando ter usado munições de precisão contra alvos que representavam ameaça a US troops e a navios comerciais.
  • O Irão retaliou, alegando ataques com drones a antenas de comunicação e instalações de radar da Quinta Esquadra da Marinha dos EUA no Bahrein, e afirmou que o estreito de Ormuz estava “completamente encerrado”.
  • O preço do petróleo Brent esteve acima de 93 dólares por barril; Trump afirmou ter ajudado na passagem de 100 milhões de barris pelo estreito e já tinha dito que o acordo poderia estar perto, mas que os iranianos o estariam a atrasar.

Os EUA e o Irão trocaram ataques pelo segundo dia consecutivo, à medida que Washington acusa Teerã de atrasar negociações para um acordo que ponha fim à guerra de três meses. O lote de ações visa capacidades militares iranianas e vigias, bem como posições de defesa aérea.

Explosões foram reportadas no sul do Irão perto do Estreito de Ormuz, com impactos descritos em Bandar Abbas, Qeshm e Minab. Fontes indicam ainda incêndios em alvos de defesa em Kargan e Sirik, segundo relatos locais.

O CENTCOM informou ter concluído ataques a capacidades de vigilância, comunicações e defesa aérea iranianas. As forças norte-americanas dizem ter lançado munições de precisão contra alvos que ameaçavam tropas e navios comerciais na região.

O Irão revidou com ataques a bases norte-americanas no Bahrein e no Kuwait, e foi emitido alerta de aeronaves no Bahrein. O Kuwait fechou temporariamente o espaço aéreo; as autoridades dizem que radares e defesas intercalaram alvos hostis.

Os meios de comunicação iranianos afirmaram ter atingido antenas de comunicação e instalações de radar da Quinta Esquadra da Marinha dos EUA no Bahrein. A Marinha iraniana afirmou ter dificultado a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, que considerou encerrado.

Segundo o CENTCOM, no entanto, navios comerciais continuam a atravessar o Estreito de Ormuz nessa noite. Um responsável iraniano, Majid Mousavi, publicou nas redes sociais que o estreito está sob ameaça.

O preço do petróleo subiu acima de 93 dólares por barril, com alta superior a 25% desde o início do conflito. O presidente Trump insinuou que militares ajudaram a passagem de 100 milhões de barris pelo estreito, sem detalhes sobre fontes ou datas.

Trump repetiu que o Irão deverá aceitar um acordo para terminar a guerra, dizendo que os negociadores atrasam o processo. O secretário da Defesa, Pete Hegseth, afirmou que, se for exigido, negociar com bombas é uma possibilidade.

Estreito de Ormuz sob pressão

Pequenas mudanças de estratégia evidenciam o aumento de tensão na região. Observadores destacam que a escalada pode afetar o fluxo de petróleo e a segurança marítima, com consequências para mercados globais.

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