- Um drone russo atingiu um edifício de recepção do armazenamento de combustível nuclear usado perto da central de Tchernobil, provocando um incêndio e deixando a instalação parcialmente destruída; não houve vítimas e a radiação manteve-se estável.
- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que o ataque foi deliberado a uma infraestrutura nuclear e o classificou de ataque “extremamente vil”.
- Segundo a Energoatom, a autoridade nuclear ucraniana, o ataque representa uma ameaça à segurança nuclear e de radiação.
- O local serve para o armazenamento a longo prazo de combustível usado de outras centrais nucleares ucranianas; a central de Tchernobil continua desativada.
- O ataque ocorreu enquanto Zelensky viajava para Londres para reunião com o primeiro-ministro britânico, o presidente francês e o chanceler alemão, para discutir apoio europeu à Ucrânia.
Um drone russo atingiu neste domingo uma instalação de armazenamento de combustível nuclear usado junto à central de Tchernóbil, provocando um incêndio que deixou a área parcialmente destruída. Não houve vítimas e o nível de radiação manteve-se estável, segundo a operadora Energoatom.
O ataque ocorreu no dia em que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, se preparava para reunir-se em Londres com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e com os chefes de Estado francês, Emmanuel Macron, e alemão, Friedrich Merz. O objetivo não foi confirmado, mas foi descrito como um ataque a uma infraestrutura nuclear.
Energoatom classificou o ataque como uma agresão à segurança atómica, destacando a ameaça que representa para a radiação. Em reação, o organismo reiterou que o Kremlin utiliza ataques para intimidar infraestruturas críticas da Ucrânia.
Segundo o The Guardian, o edifício atingido era a receção do armazenamento de combustível nuclear usado e não continha contentores no momento. A instalação mantém-se associada ao armazenamento a longo prazo de combustível de outras centrais.
O episódio insere-se num ciclo de ataques com drones de longo alcance. Enquanto a Ucrânia tem visado alvos próximos a São Petersburgo, Moscovo tem utilizado a zona de Tchernóbil para enviar uma mensagem de capacidade de dano, segundo analistas.
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