- Pelo menos três membros da Frente Polisário, incluindo o filho do antigo Presidente Mohamed Abdelaziz, morreram num ataque atribuído a Marrocos no muro de separação no Saara Ocidental.
- A Presidência da República Árabe Saarauí Democrática (RASD) anunciou as mortes e decretou três dias de luto nacional.
- Lehbib Mohamed Abdelaziz, 37 anos, filho de Mohamed Abdelaziz, era brigadeiro de campo e foi nomeado membro do Secretariado Nacional em 2024.
- A morte ocorreu durante uma operação militar, numa fase em que o enviado da ONU para o Saara Ocidental, Staffan de Mistura, efetuava uma deslocação aos campos de refugiados saarauis.
- A Frente Polisário mantém que os ataques são atos de legítima defesa face ao que considera rutura do cessar-fogo de 1991 por parte de Rabat, num contexto de discussões sobre autodeterminação e o plano de autonomia proposto por Marrocos.
Pelo menos três membros da Frente Polisário, incluindo o filho do antigo Presidente Mohamed Abdelaziz, morreram num ataque atribuído a Marrocos no muro de separação no Saara Ocidental. A Presidência da República Árabe Saarauí Democrática (RASD) confirmou a notícia, decretando três dias de luto nacional.
Lehbib Mohamed Abdelaziz, 37 anos, era filho de Mohamed Abdelaziz, líder histórico do movimento. Nascido em 1989 nos campos de refugiados na Argélia, licenciou-se na área de estudos no país e entrou nas forças Polisárias em 2011, ascendendo a brigadeiro de campo. Em 2024 tornou-se membro do Secretariado Nacional.
A morte ocorreu durante uma operação militar na região fronteiriça com Marrocos, numa altura em que o enviado especial da ONU para o Saara Ocidental, Staffan de Mistura, visitava os campos de refugiados no âmbito de uma missão de mediação.
Contexto e reação internacional
Em maio, o Presidente da RASD, Brahim Ghali, escreveu ao secretário-geral da ONU, André Guterres, defendendo que ataques Polisários seriam atos de legítima defesa face à rutura do cessar-fogo de 1991, alegadamente causada por Rabat.
Nos últimos anos, o Polisário enfrentou reveses diplomáticos com maior apoio internacional ao plano de autonomia de Marrocos. A RASD continua a exigir um referendo de autodeterminação, enquanto afirma que Espanha mantém o estatuto de potência administrante.
História em curso
O Saara Ocidental, antiga colónia espanhola, foi ocupado por Marrocos em 1975, desencadeando um conflito que terminou com um cessar-fogo em 1991. O acordo previa um referendo que nunca se realizou, devido a divergências sobre recenseamento eleitoral e elegibilidade de colonos marroquinos.
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