A Ucrânia lançou um novo ataque na área de São Petersburgo, enquanto decorre um importante fórum económico na cidade. O ataque, que envolveu drones, foi apresentado pelas autoridades russas como sem precedentes na região. O fórum recebe convidados de mais de 130 países, incluindo uma delegação norte-americana pela primeira vez em vários anos.
Volodymyr Zelensky afirmou que os drones atingiram um depósito de petróleo na região de Krasnodar, no sul da Rússia, e uma base naval perto de São Petersburgo, já visada por um ataque anterior. A incursão ocorreu durante a madrugada de sábado, amplamente coincidente com o evento internacional.
As autoridades russas disseram ter abatido mais de 140 drones durante a noite, com a região de São Petersburgo sob o alerta de segurança. A totalidade de drones abatidos pela Rússia não foi detalhada quanto ao papel de cada alvo atingido.
Forças ucranianas indicaram que 272 drones foram lançados na noite de sexta para sábado, com 249 interceptados. Segundo comunicados, houve impactos em 11 locais, incluindo zonas próximas de instalações estratégicamente relevantes.
Um dos comandos ucranianos envolvidos descreveu a operação à BBC, indicando que o ataque teve sinais de facilidade logística e prática executiva. A narrativa sugere que os atacantes consideraram a incursão como uma operação de alto alcance.
Zelensky reforçou que os alvos incluíam depósitos de armas e a base naval de Kronstadt, com drones a percorrerem cerca de mil quilómetros até à região. O depósito de combustível foi atingido após uma distância de aproximadamente 500 km, segundo o presidente ucraniano.
Kronstadt, na parte oriental do Báltico, já tinha sido alvo de um drone ucraniano na quarta-feira. As autoridades russas cortaram o trânsito na cidade por várias horas, segundo a agência TASS. A evacuação de uma aldeia próxima a um foco de incêndio atingiu cerca de 600 moradores, informou a CNN.
Peritos destacam que a Rússia tem aumentado ataques a infraestruturas críticas, principalmente de energia, com drones de longo alcance a causar estragos significativos na produção militar e na indústria petrolífera. Observadores apontam que o conflito tem próximo aumento de atividade aérea.
Enquanto isso, o presidente russo Vladimir Putin afirmou que não há razão para um encontro com Zelensky, em resposta à carta aberta do líder ucraniano que sugeria um diálogo para encerrar a guerra. A comunicação de Zelensky traçou um tom de desafio face à contínua tensão militar.
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