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Presidente libanês afirma que acordo com Israel é a última oportunidade

Acordo em Washington é visto como última oportunidade para cessar-fogo global; Hezbollah ainda não respondeu, com os EUA a garantir a aplicação

Presidente libanês Joseph Aoun
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  • O presidente libanês, Joseph Aoun, disse que o acordo de Washington entre Israel e o Líbano é a “última oportunidade” para um cessar-fogo global, e espera a resposta do Hezbollah.
  • Aoun afirmou que transmitiria aos Estados Unidos a resposta do Hezbollah, com o presidente norte-americano como garante da aplicação do cessar-fogo condicionado a uma cessação total dos disparos.
  • O acordo prevê a retirada de membros do Hezbollah de uma zona de trinta quilômetros da fronteira com Israel e a criação de uma zona desmilitarizada.
  • Israel poderá atacar Beirute com aval dos Estados Unidos, caso haja disparos contra território israelita, segundo o ministro da Defesa, Israel Katz.
  • O conflito já provocou mais de 3.400 mortos no Líbano e deslocou mais de um milhão de pessoas, desde o início dos combates em março, com confrontos que continuam.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse que o acordo anunciado em Washington entre Israel e o Líbano é a última oportunidade para alcançar um cessar-fogo global e definitivo, esperando a resposta do Hezbollah. O objetivo é um cessar-fogo condicionado a uma suspensão total dos disparos.

Aoun afirmou que comunicaria aos Estados Unidos a resposta do Hezbollah, com o presidente norte-americano a representar a garantia de aplicação do acordo. O cessar-fogo depende de uma interrupção completa da violência.

Os Guardas da Revolução do Irão, por sua vez, exortaram a retirada do exército de Israel do Líbano, numa mensagem de Esmail Qaani, responsável pela Força Qods. O objetivo é expulsar Israel da região, segundo o texto divulgado.

Ayn Qaani também reiterou que a exigência mínima da resistência é o regresso de Israel às posições anteriores ao início da guerra. O conflito no Líbano intensificou-se desde fevereiro e envolve o Irão e o Hezbollah.

O acordo

Israel e o Líbano concordaram, após dois dias de negociações em Washington, na aplicação de um cessar-fogo condicionado. O acordo prevê uma paragem total dos ataques do Hezbollah.

Prevê ainda a retirada de todos os membros do Hezbollah de uma zona de 30 quilômetros a partir da fronteira com Israel. O entendimento autoriza ações de Israel, com aval dos Estados Unidos, contra Beirute em resposta a disparos.

A criação de uma zona desmilitarizada também faz parte do acordo, segundo o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz. O objetivo é reduzir confrontos na região fronteiriça.

Israel continua a atuar

Um porta-voz do exército israelita apelou à população para evitar deslocamentos para sul do rio Zahrani, a cerca de 40 quilômetros da fronteira. As forças israelitas continuam a visar infraestruturas do Hezbollah na zona.

Embora tenha existido um cessar-fogo em novembro de 2024, ataques entre as partes continuaram quase diariamente. As partes incompatibilizam responsabilidades pelas violações da trégua.

O Hezbollah relançou ataques em março para apoiar o Irão, elemento central na ofensiva israelense-americana desde fevereiro. O conflito já provocou milhares de mortos e deslocações em Beirute.

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