O acordo entre Israel e o Líbano, anunciado em Washington, é apresentado como a última oportunidade para um cessar-fogo global e definitivo. O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que aguarda a resposta do Hezbollah e que a decisão ficará a cabo dos Estados Unidos enquanto garantidores.
Aoun disse que transmitiria a resposta do Hezbollah aos EUA, que se apresentam como garantidores da aplicação do cessar-fogo condicionado a uma paralisação total dos disparos. Naïm Qassem, líder do Hezbollah, prepara uma comunicação para explicar o posicionamento do grupo.
Os Guardas da Revolução do Irão exigem a retirada do exército israelita do Líbano, afirmando que apoiar a resistência é um dever religioso e que expulsar Israel é um objetivo possível. Ação de retaliação de Beirute está associada a ações regionais e ao confronto com Israel.
O acordo limita-se a uma troca de condições: o Hezbollah deve cessar ataques, e Israel pode atuar em resposta a disparos contra território israelita. Prevê também a criação de uma zona desmilitarizada a 30 km da fronteira.
Israel indicou, por meio do ministro da Defesa, Israel Katz, que o acordo concede liberdade de ação para atacar Beirute com o aval americano, se houver disparos contra localidades israelitas. O cenário mantém a possibilidade de ações no sul do Líbano até que se consolidem as condições.
Avichay Adraee, porta-voz do exército israelita em árabe, pediu à população libanesa que evite deslocamentos ao sul do rio Zahrani, a 40 km da fronteira, enquanto as forças de Israel continuam a visar infraestruturas do Hezbollah na região.
Desde o início dos combates em 2 de março, o Hezbollah e Israel já protagonizaram várias vagas de confrontos. Um cessar-fogo anterior, em 17 de abril, foi quebrado pela continuidade de ataques mútuos.
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