- A administração russa da central nuclear de Zaporijjia acusou Kiev de ter lançado mais de vinte drones contra uma central térmica próxima, considerada crítica para a rede externa da instalação.
- Segundo o comunicado, o alvo seria a central térmica próxima, ligada à linha de transmissão Ferrosplavnaya‑1, o que, dizem, representa uma ameaça direta à fiabilidade do abastecimento da central.
- A central de Zaporijjia, maior da Europa, com seis reactores, está sob controlo russo desde a invasão de fevereiro de dois mil e vinte e dois; os dois lados costumam atribuir-se ataques que colocam em risco a segurança nuclear.
- A Ucrânia não comentou as acusações; a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) afirmou ter visto fumo próximo da zona e apelou à cessação imediata dos ataques para evitar a perda de energia externa.
- A central depende de energia externa para manter o arrefecimento dos reactores; uma linha de transmissão ainda funciona como única via, estando inoperacional desde o fim de março, o que aumenta os riscos de incidente nuclear.
A administração instalada pela Rússia na central nuclear de Zaporijijia, na Ucrânia, acusou Kiev de ter lançado mais de 20 drones para atacar uma central térmica vizinha. Alega que o alvo era a infraestrutura de energia externa da instalação. A denúncia descreve o ataque como uma ameaça à fiabilidade do fornecimento de energia da central.
Segundo o comunicado, o ataque visava a linha de transmissão Ferrosplavnaya-1, cuja continuidade é essencial para o funcionamento da central. A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) indicou ter sido informada pela administração russa sobre o incidente e confirmou ver fumo na área próxima.
A Ucrânia não comentou publicamente as acusações. A central não gera eletricidade, mas depende de energia externa para manter o arrefecimento dos seis reactores e evitar sobreaquecimento.
A AIEA acrescentou que observa a situação com observadores permanentes e pediu a cessação imediata de ataques para evitar a perda prolongada de energia externa. A organização também destacou o risco grave para a segurança nuclear.
O incidente ocorre num contexto de tensão desde a invasão russa em 2022, quando a maior central nuclear da Europa passou a ser controlada pela Rússia. As disputas entre as partes têm sido frequentes, especialmente sobre a segurança da área.
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