- Drones de fibra ótica de baixo custo do Hezbollah estão a desafiar as forças israelitas no sul do Líbano, levando a mudanças táticas.
- Em menos de uma semana, morreram dois soldados e um contratante civil em ataques com drones explosivos, com vários feridos, apesar do cessar-fogo vigente desde meados de abril.
- Os drones são pequenos, baratos e operados por FPV, com um cabo de fibra ótica que pode alongar-se por dezenas de quilómetros, tornando-os difíceis de detetar ou bloquear.
- O custo dos dispositivos varia entre algumas centenas de dólares e até cerca de 4 mil dólares, e há afirmações de que são fabricados no Líbano.
- Israel considera opções como lasers do sistema Iron Beam para enfrentar a ameaça; o governo pediu propostas para capacidades adicionais e procurou lições da guerra na Ucrânia.
Forças israelitas continuam a adaptar-se a uma nova ameaça na zona sul do Líbano, com drones de fibra ótica de baixo custo atribuídos ao Hezbollah a surgirem como desafio operacional. Mesmo com o cessar-fogo vigente desde meados de abril, há confirmadas mortes e ferimentos entre soldados e contratantes civis em ataques com drones explosivos. A gravidade da ameaça obrigou a revisão de táticas, afirmações de especialistas e apelos a novas capacidades de defesa.
Os dispositivos utilizam fibra ótica para ligar o local de lançamento à própria aeronave, o que impede o bloqueio por guerra eletrónica tradicional. Os operadores operam em FPV, com monitores ou óculos de realidade virtual, o que reduz a formação necessária. A ausência de transmissão por rádio dificulta a deteção precoce.
Especialistas destacam que a velocidade e a precisão dos drones aumentam o potencial de danos, complicando o uso de defesas convencionais. O custo, variando entre algumas centenas e até 4 mil dólares, torna a tecnologia acessível, com componentes disponíveis em plataformas de comércio online.
Guerra assimétrica
O uso destes drones, com foco no sul do Líbano, ilustra uma mudança para uma abordagem de guerra assimétrica por parte do Hezbollah. A intensificação deste tipo de ataque contrasta com as rajadas de foguetes observadas nos primeiros momentos do conflito.
O Hezbollah afirma fabricar estes dispositivos no Líbano e reconhece a necessidade de explorar pontos fracos do inimigo. Em resposta, o Ministério da Defesa israelita pediu propostas para identificar capacidades adicionais para enfrentar drones FPV controlados por fibra ótica, em 11 de abril.
Redes e barreiras
Um alto oficial militar israelita admitiu que a proteção atual ainda não é infalível e que as forças estão a aprender com experiências de outros cenários, incluindo a Ucrânia, onde drones de fibra ótica são mais comuns. Houve evoluções em proteções de forças, mas a adaptabilidade continua em curso.
A Ucrânia, segundo relatos, ofereceu apoio de experiência em drones a Israel, embora sem resposta concreta na altura. Militares israelitas disseram ter realizado recentemente uma análise aprofundada sobre como a ameaça funciona e como o Hezbollah a utiliza.
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