- A Ucrânia negou ter visado instalações civis num ataque na região ocupada de Lugansk, após a Rússia atribuir o ataque a Kiev.
- Atingida seria uma residência universitária em Starobilsk, com pelo menos seis mortos, 15 desaparecidos e dezenas de feridos, segundo o Kremlin.
- O Estado-Maior ucraniano disse ter bombardado um quartel-general de uma unidade russa na cidade de Starobilsk, alegando ataques a infraestruturas militares.
- O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que não há instalações militares perto da residência e prometeu uma resposta ao que classificou como ataque terrorista.
- A notícia surge num contexto de tensão na região de Lugansk, com combates e ataques aéreos recorrentes entre forças ucranianas e russas.
A Ucrânia negou nesta sexta-feira ter visado instalações civis no ataque na região de Lugansk, atribuído pela Rússia a Kiev. O alegado bombardeamento atingiu uma residência universitária em Starobilsk, causando vítimas civis.
O Estado-Maior ucraniano afirmou ter visado um quartel-general de uma unidade russa na cidade de Starobilsk, na área leste ocupada. Alega ainda que os ataques respeitam o direito internacional humanitário, dirigidos apenas a alvos militares.
Segundo a Rússia, o ataque aéreo à residência de estudantes do Colégio Pedagógico de Starobilsk deixou pelo menos seis mortos, dezenas de feridos e 15 desaparecidos. Putin disse que não havia instalações militares nas imediações.
As autoridades pró-russas relatam que 86 jovens, entre 14 e 18 anos, estavam no interior das instalações no momento do ataque. O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo acusou Kiev de agravar o conflito e dificultar a paz.
Desdobramentos
O presidente russo afirmou que a operação não tinha como objetivo outra instalação e prometeu uma resposta, classificando o ataque como terrorista. O Kremlin indicou que o Ministério da Defesa prepara a retaliação.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defendeu ataques de longo alcance contra território russo, argumentando que a guerra está a regressar à Rússia. O chefe de Estado falou após reunir-se com o comandante das Forças Armadas, Oleksandr Sirskyi.
A região de Lugansk continua sob ocupação russa, fruto do conflito que persiste desde 2014 no Donbass. As forças ucranianas têm recuperado terreno em várias frentes, enquanto prosseguem ataques aéreos na Ucrânia.
Kiev tem respondido com bombardeamentos de alvos estratégicos ligados ao esforço de guerra russo. As negociações internacionais não registaram avanços significativos recentemente, com a última ronda trilateral em Genebra a 17-18 de fevereiro.
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