O desfile do Dia da Vitória em Moscovo iniciou com segurança reforçada e terminou em 45 minutos. A cerimônia decorreu na Praça Vermelha, sem o habitual armamento pesado, devido a temores de ataques de drones ucranianos. O evento coincidiu com uma trégua suspensa entre russos e ucranianos, mediada pelos EUA.
Putin permaneceu no centro das atenções, numa fala dirigida aos presentes, sem a presença de tanques ou mísseis. Autoridades russas justificaram o formato reduzido pela situação operacional atual e pela ameaça externa, anunciando medidas de segurança adicionais. A cerimónia manteve o tom de poder nacional.
Segurança e contexto do dia
A manutenção da trégua temporária, anunciada por Washington, não impediu acusações mútuas de ataques entre as partes. Zelenskyy, após críticas sobre drones na Praça Vermelha, decretou uma autorização para celebrar o Dia da Vitória no sábado, alegando proteção contra ataques ucranianos.
Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, classificou o decreto como uma piada e afirmou que a Rússia não precisa de autorização externa para celebrar. O Ministério da Defesa russo pediu que civis e diplomatas deixassem Kiev caso haja perturbações.
Desfile e discursos na Praça Vermelha
Durante o desfile, formedas de várias forças armadas russas passaram em frente ao público. Soldados norte-coreanos participaram em apoio ao exército russo na Ucrânia, segundo a organização do evento. O locutor enalteceu a vitória anterior e a importância da unidade nacional.
A cerimônia incluiu a exibição de vídeos de propaganda que reforçaram a narrativa de conquistas militares russas. Ao fim do 45º minuto, o desfile foi encerrado, sem a habitual demonstração de armamento pesado.
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