O público foi informado de um ataque em larga escala contra várias regiões da Rússia durante a madrugada desta terça-feira, com recurso a drones de longo alcance e mísseis, incluindo o novo míssil FP-5 Flamingo. A operação visou instalações militares no interior russo, numa ofensiva que envolve múltiplas frentes e que, segundo analistas, pode ter impacto estratégico.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky confirmou o uso do Flamingo num ataque a uma fábrica de componentes para mísseis e drones sediada em Cheboksary, na república de Chuváquia, a mais de 1500 quilómetros da fronteira ucraniana. Relatos publicados por bloggers militares sugerem que o alvo terá sido atingido por um ou mais mísseis, seguidos de várias vagas de drones de longo alcance, com a instalação a registar um grande incêndio.
Detalhes do míssil e do contexto tecnológico
O Flamingo possui alcance de 3000 km e pode transportar uma ogiva de 1050 kg, o que lhe permite atingir alvos militares e estratégicos no interior da Rússia. O custo estimado por unidade é de cerca de 500 milhões de dólares, o que representa aproximadamente um terço do preço de um míssil Tomahawk, ainda com menor alcance.
Desenvolvido pelo consórcio privado ucraniano Fire Point, o Flamingo foi anunciado no verão passado. O grupo foi criado em 2022 por engenheiros e designers sem ligação anterior à indústria militar, liderado pela empresária Iryna Terekh, de 33 anos.
Reação oficial e desdobramentos
O presidente Zelensky afirmou que o ataque provocou cinco mortos. Em simultâneo, condenou o que chamou de cinismo russo. O chefe de Estado indicou ainda que, apesar do ataque, a Ucrânia manterá uma trégua unilateral a partir da madrugada de quarta-feira, coincidindo com as celebrações do Dia da Vitória. O anúncio de cessar-fogo envolve a suspensão de hostilidades por parte de Kiev durante os dias indicados.
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