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Kiev rejeita trégua de Moscovo no Dia da Vitória e pede cessar-fogo duradouro

Ucrânia rejeita trégua do Dia da Vitória e exige cessar-fogo a longo prazo; Moscovo antecipa desfile reduzido e diz que negociações seguem com Washington

Militares russos reúnem-se antes do ensaio da parada militar do Dia da Vitória em Moscovo, quarta-feira, 29 de abril de 2026
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  • A Ucrânia rejeita a trégua de Moscovo para o Dia da Vitória e exige um cessar-fogo a longo prazo com paz duradoura.
  • Zelensky diz que vai esclarecer do que se trata exactamente, antes de qualquer acordo, e ordenou aos negociadores que contactem os EUA para obter mais detalhes.
  • Moscovo afirma que a proposta de desfile tem origem no Kremlin; as datas do cessar-fogo serão anunciadas separadamente.
  • O secretário de imprensa de Putin indicou que Donald Trump apoiou a iniciativa, associando-a ao feriado que comemora a vitória sobre o nazismo.
  • O desfile de Moscovo será reduzido este ano, sem tanques nem cadetes, devido à atual situação operacional e à ameaça percebida da Ucrânia.

Kiev rejeita a trégua de Moscovo para o Dia da Vitória e pede um cessar-fogo a longo prazo. Zelenskyy quer uma segurança duradoura, não apenas algumas horas de silêncio. O pedido surge após a proposta russa ter sido apresentada ao Presidente dos EUA, Donald Trump.

A presidente ucraniana afirmou que irá esclarecer exatamente do que se trata a proposta, após Putin sugerir uma trégua temporária num telefonema com Trump. Kiev entende que se pode tratar de uma pausa para desfile ou algo mais profundo.

Moscovo sustenta que a ideia de desfile do Dia da Vitória parte do Kremlin e que as datas do cessar-fogo serão anunciadas separadamente. Peskov, porta-voz de Putin, mencionou apoio de Trump à iniciativa.

Desfile em Moscovo sem tanques

A Rússia indicou um cessar-fogo curto para a Páscoa, já tendo valor simbólico. Este ano, o desfile de 9 de maio deverá ter menor aparato militar, segundo o Kremlin, por “situação operacional” e riscos de segurança.

O Kremlin descreve como medida para minimizar perigos a presença de veículos militares e cadetes reduzida. Contudo, a redução é vista como sinal da atual capacidade das forças russas e de eventual escassez de recursos.

A narrativa russa tem sido utilizada para justificar a invasão da Ucrânia desde 2022, associando-a à Segunda Guerra Mundial. Símbolos como a fita laranja-preta de São Jorge mantêm-se entre os emblemas de apoio à ofensiva.

A Ucrânia afastou-se das celebrações soviéticas. Zelenskyy assinou em 2023 uma lei que desloca a memória da Segunda Guerra Mundial para 8 de maio, alinhando-se com a maior parte da Europa.

Notas de contexto apontam baixas pesadas na Ucrânia durante a Segunda Guerra Mundial. Estima-se que entre 6 e 8 milhões de ucranianos tenham morrido, entre soldados e civis, sob ocupação nazi.

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