- O presidente libanês condenou as “violações persistentes” da trégua por Israel e pediu pressão para cumprir o direito internacional.
- No comunicado da Presidência, avisou que as violações no sul continuam, com demolições de casas e aumento do número de vítimas.
- A imprensa libanesa informou novos ataques israelitas em várias localidades do sul, sem divulgação do total de vítimas.
- Joseph Aoun afirmou que é preciso pressionar Israel para que respeite leis e acordos internacionais e cesse de visar civis e equipas de socorro, até a plena aplicação do cessar-fogo.
- As operações no Líbano, no contexto de combate ao movimento pró-iraniano Hezbollah, já resultaram em mais de 2.500 mortos e mais de um milhão de deslocados desde o início de março; cerca de 1,2 milhões de pessoas estão em risco de insegurança alimentar, segundo o Programa Alimentar Mundial.
O presidente do Líbano condenou nesta quinta-feira as violações persistentes do cessar-fogo por parte de Israel, apelando à pressão para cumprir o direito internacional. O anúncio foi feito numa nota da Presidência, em meio a ataques no sul do país.
Segundo a imprensa libanesa, novas deslocações no sul e ataques israelitas atingiram várias localidades, sem que o total de vítimas tenha sido divulgado. A comunicação não detalha números de baixas.
É preciso exercer pressão sobre Israel para que respeite as leis e os acordos internacionais e cesse de visar civis e equipas de socorro, afirmou Joseph Aoun, numa altura em que o cessar-fogo entrou em vigor a 17 de abril. Ele acrescentou que Israel deve aplicar integralmente o cessar-fogo antes de avançar para negociações.
Contexto humanitário
As operações militares israelitas no Líbano, em resposta ao movimento pró-iraniano Hezbollah, provocaram, desde início de março, mais de 2.500 mortos e mais de um milhão de deslocados, segundo dados do Programa Alimentar Mundial (PAM). Além disso, cerca de 1,2 milhões de pessoas enfrentam risco de insegurança alimentar aguda.
As avaliações internacionais apontam para uma deterioração na situação civil e a necessidade de monitorizar o cumprimento do cessar-fogo por ambas as partes. As autoridades libanesas reiteram o apelo à contenção e ao retorno a acordos que protejam civis e infraestruturas básicas.
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