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Ataques de Israel no sul do Líbano tiram jornalista, quarto em dois meses

Jornalista libanesa morre no sul do Líbano após ataque israelita; quarto jornalista morto em dois meses, com autoridades a falar em crimes de guerra

A repórter libanesa Amal Khalil trabalhava para o jornal *Al-Akhbar*
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  • A jornalista Amal Khalil, de 43 anos, morreu e a fotojornalista Zeinab Faraj ficou ferida durante ataques israelitas no Sul do Líbano, quando cobriam perto de Al-Tayri.
  • O veículo à frente foi atingido; ambas buscaram abrigo numa casa, que também foi alvo de novo ataque, dificultando o resgate.
  • O corpo de Khalil foi encontrado várias horas depois, após operações de resgate retomadas e buscas entre os escombros.
  • O ministro da Informação do Líbano qualificou o ataque como crime hediondo; o primeiro-ministro mencionou crimes de guerra e prometeu levar o caso a organismos internacionais.
  • Israel afirmou não visar jornalistas, mas o dia registrou um balanço de cinco mortos, com várias baixas entre profissionais de comunicação social desde março.

Um jornalista libanês morreu e uma fotojornalista ficou ferida durante ataques israelitas no Sul do Líbano, ainda com o cessar-fogo em vigor. A tragédia ocorreu junto à cidade de Al-Tayri, enquanto as jornalistas cobriam os acontecimentos próximos de um veículo atingido.

A repórter Amal Khalil, de 43 anos, era correspondente do jornal Al-Akhbar. Zeinab Faraj, freelancer, foi socorrida com ferimento na cabeça. As ambulâncias foram impedidas de concluir o resgate quando uma granada de som foi disparada, segundo o Ministério da Saúde libanês.

Equipes de socorro conseguiram retirar Faraj, mas, ao retornarem para ajudar Khalil, as Forças Armadas de Israel dispararam novas munições contra a ambulância, atrasando o resgate. Foram realizadas buscas por várias horas no local.

O ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos, calificou o ataque como crime hediondo e violação do direito internacional. O primeiro-ministro Nawaf Salam descreveu os ataques como crimes de guerra e prometeu levar os responsáveis a organismos internacionais.

O balanço do dia ainda aponta cinco fatalities, incluindo Khalil, num dia considerado o mais mortal desde o anúncio de um cessar-fogo de dez dias, em 16 de abril, entre Israel e o Hezbollah. Israel afirma que as ações visavam combatentes na linha de defesa.

Segundo Israel, os dois veículos pertenciam a uma unidade usada pelo Hezbollah e cruzaram a linha de defesa, aproximando-se de tropas israelitas. As forças hebraicas reiteram que não tinham como alvo jornalistas, embora reconheçam fatalidades entre profissionais de comunicação desde março. Fonte: Reuters.

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