- Um palestiniano, Odeh Atef Odeh Awawdeh, de 29 anos, foi morto a tiro em Deir Dibwan, a leste de Ramallah, sendo o terceiro a morrer nas últimas 24 horas.
- Testemunhos indicam que colonos armados atacaram os arredores da localidade e dispararam munições reais contra os residentes, ferindo Awawdeh, que faleceu pouco depois de chegar ao Complexo Médico de Ramallah.
- O Exército israelita fechou os acessos ao município e deteve cerca de 30 habitantes; não houve ainda comentário oficial das forças de segurança.
- Na terça-feira, um colono reservista matou a tiro dois palestinianos, um deles com 14 anos, em Al Mughair, na mesma região da Cisjordânia.
- Dados da ONU/ACN (OCHA) indicam que, desde 28 de fevereiro, os colonos intensificaram ataques, sendo pelo menos nove mortos e dezenas feridos; em março ocorreram 1.819 ataques, com Hebron, Nablus, Ramallah e Jerusalém Leste entre as áreas mais afetadas, segundo a Comissão de Resistência contra o Muro e os Assentamentos; B’Tselem acusa impunidade estatal.
Um grupo de colonos israelitas matou a tiro um palestiniano na localidade de Deir Dibwan, a leste de Ramallah, na Cisjordânia ocupada. O incidente ocorreu nesta quarta-feira, no âmbito de ataques reportados na região nas últimas 24 horas. A vítima foi identificada como Odeh Atef Odeh Awawdeh, 29 anos, que morreu após chegar ao Complexo Médico de Ramallah com um ferimento nas costas.
Testemunhas citadas pela agência Wafa indicam que os colonos libertaram uma ofensiva armada junto aos arredores da localidade, disparando munições reais contra residentes e ferindo Awawdeh gravemente. Paralelamente, tropas israelitas fecharam acessos ao município antes de realizar detenções de cerca de 30 habitantes, sem que haja ainda pronunciamento público das autoridades militares.
Ainda na região, um colono reservista matou na terça-feira dois palestinianos, incluindo um rapaz de 14 anos, em Al Mughair, na mesma zona da Cisjordânia. O balanço de violência tem sido elevado desde o início de março, com várias ocorrências associadas a colonos e ações militares.
Segundo dados do gabinete da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), desde 28 de fevereiro de 2026 o contexto tem registado ataques contra civis na Cisjordânia, no âmbito de tensões regionais ligadas ao Irão. O número de vítimas sobe com cada incidente.
A Comissão de Resistência contra o Muro e os Assentamentos aponta que, durante março, houve 1.819 ataques, predominantemente em Hebron, Nablus, Ramala e Al Bireh, e Jerusalém Leste. Esses dados refletem uma escalada de violência na região.
A organização B’Tselem já denunciou, em abril, o apoio alegadamente total de parte do Estado a grupos armados, descrevendo violência diária contra moradores palestinianos. Em comunicado anterior, a ONG acusou impunidade para atos de assassinato, agressão e saques.
Até ao momento, o Exército israelita não divulgou comentários oficiais sobre os acontecimentos em Deir Dibwan ou Al Mughair. Os incidentes mantêm-se sob escrutínio internacional, com monitorização de organizações humanitárias.
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