- A Associação de Imprensa Estrangeira de Israel questionou a credibilidade do exército israelita após divulgar a morte de um jornalista libanês, Ali Shaib, e apresentar uma fotografia manipulada mostrando-o com o uniforme do Hezbollah.
- A imagem foi publicada a 28 de março de 2026 e o exército reconheceu que a foto foi manipulada, dizendo que não existe uma imagem real do jornalista com o uniforme.
- Na fotografia original, Shaib vestia o colete azul de imprensa, com a palavra “Press” em destaque.
- A FPA alerta que o uso de inteligência artificial neste caso coloca em causa a credibilidade de outros materiais visuais distribuídos pelos militares.
- O incidente ocorreu num contexto de ofensiva entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano, com consequências para jornalistas presentes e para a cobertura mediática do conflito.
O que aconteceu: a Associação de Imprensa Estrangeira de Israel questionou a credibilidade do exército israelita depois de ter morto um jornalista libanês e ter divulgado uma fotografia manipulada em que ele aparece vestindo o uniforme do Hezbollah. A fotografia foi publicada a 28 de março, no sul do Líbano, após um bombardeamento que também atingiu o veículo do jornalista.
Quem está envolvido: Ali Shaib, jornalista da cadeia de televisão Al-Manar, ligada ao Hezbollah, e dois colegas que morreram no mesmo ataque. O exército de Israel reconheceu que a imagem foi manipulada com uso de software de edição. A imprensa internacional alvo das críticas inclui a associação FPA, que cuida dos interesses de jornalistas estrangeiros em Israel.
Quando e onde: o incidente ocorreu a 28 de março de 2026, no sul do Líbano, num ataque aéreo de precisão coordenado por Israel. A ofensiva israelita sucede aos ataques do Hamas contra Israel, iniciados a 3 de outubro de 2023, e envolve uma guerra que se estende à Faixa de Gaza e ao território libanês.
Por quê: a FPA informou que a imagem serviu para desacreditar o jornalista morto, apresentando uma versão sem suporte factual. A associação também reiterou que houve uso de informação imprecisa por parte das forças armadas israelitas. Além disso, a FPA mencionou mortes de jornalistas palestinianos desde outubro de 2023, sem provas consistentes apresentadas para algumas identidades.
Reconhecimento da manipulação e desdobramentos
As autoridades militares reconheceram a utilização de uma imagem editada, afirmando que não existia uma foto real do jornalista com o uniforme do Hezbollah. Segundo a FPA, o objetivo seria desacreditar profissionais de imprensa que estavam no terreno. O caso levanta questões sobre a confiabilidade de materiais visuais divulgados pelas forças armadas.
No episódio, além de Shaib, os jornalistas Fatima Fatuni e Mohamed Fatuni, empregados pela Al-Manar e pela Al-Mayadeen, também estavam no local e morreram no bombardeamento. O presidente do Líbano afirmou que os profissionais eram civis a cumprir funções jornalísticas, classificando o ataque como crime descarado que viola normas de proteção de jornalistas em conflito armado.
O Líbano esteve envolvido numa escalada que teve início com ações do Hezbollah apoiado pelo Irão, que atacou o norte de Israel em solidariedade com Teerão. A situação permanece volátil, com a comunidade internacional a acompanhar a evolução do conflito entre Israel, o Hezbollah e outras partes envolvidas.
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