- Reino Unido prometeu cerca de 120 mil drones, com financiamento adicional para a Lista de Necessidades Prioritárias da Ucrânia e apoio checo de munições, anunciados em Berlim no Grupo de Contacto de Defesa.
- Alemanha anuncia pacote de defesa de 4 mil milhões de euros, com centenas de mísseis Patriot, drones produzidos em parceria e partilha de dados digitais do campo de batalha; o apoio visa reforçar a defesa aérea da Ucrânia.
- O ministro alemão reiterou que o reforço da defesa aérea é prioridade e que contratos para Patriot e IRIS-T não chegam já, mas serão entregues nos próximos anos.
- O secretário de Defesa do Reino Unido revelou o maior pacote de drones do país até hoje, com mais de 120 mil unidades este ano, financiado por fundos públicos e pela ERA.
- O presidente ucraniano afirmou que a Ucrânia capturou uma posição russa apenas com drones e sistemas robóticos terrestres, destacando o papel decisivo dos drones na guerra; aliados dizem que aprendem com a experiência ucraniana.
A Alemanha e aliados anunciaram um reforço importante para a Ucrânia, com foco em drones, mísseis e legislação de apoio. O anúncio ocorreu em Berlim, durante a 34.ª reunião do Grupo de Contacto de Defesa da Ucrânia, na quarta-feira. Kiev recebe promessas de produção de drones e de entrega rápida a partir de várias fontes.
O Reino Unido comprometeu 120 mil drones para este ano, financiando, para além disso, a Lista de Necessidades Prioritárias da Ucrânia (PURL) e uma iniciativa checa de munições. O grupo reuniu-se no Ministério da Defesa da Alemanha, com Boris Pistorius e John Healey como coanfitriões.
O ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Fedorov, esteve presente, assim como o Secretário-Geral da NATO, Mark Rutte. O Secretário de Defesa dos EUA teve substituição a cargo do chefe de política do Pentágono, Elbridge Colby, numa presença mista entre presencial e virtual.
Drones e mísseis para reforço
Boris Pistorius reiterou compromissos alemães, já anunciados anteriormente, num pacote de defesa de 4 mil milhões de euros. O acordo inclui centenas de mísseis Patriot, drones produzidos em parceria e partilha de dados do campo de batalha, financiando também lançadores IRIS-T.
O Ministério da Defesa alemão indicou que a cooperação com a Ucrânia inclui a Raytheon para fornecimento de mísis Patriot e reforço da defesa aérea. Fedorov salientou que os contratos não chegam já, mas devem ocorrer nos próximos anos.
O chefe militar ucraniano pediu aos aliados que revisem stocks internos para assegurar mais mísseis PAC-2 e PAC-3, reforçando a proteção de infraestruturas críticas, como áreas urbanas e instalações estratégicas.
Drones definem a guerra
O ministro britânico Healey anunciou que os drones representam o maior lote já disponibilizado pelo Reino Unido, com custos totais da ajuda superior a 3 mil milhões de libras neste ano. Parte do apoio envolve munições de artilharia e mísseis de defesa aérea.
Fedorov destacou que as operações com drones têm papel central na vertente ofensiva e nas ações atrás das linhas inimigas. Zelenskyy afirmou que uma posição russa foi tomada apenas com drones e sistemas terrestres, sem combate direto por infantaria.
Rutte lembrou que, para além do apoio, a Ucrânia partilha experiência sobre drones com a NATO, promovendo uma melhoria coletiva na resposta de defesa. A cooperação entre aliados já se traduz em transferência de conhecimento para uso futuro.
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