- O gabinete de segurança de Israel discutiu, nesta quarta-feira, a possibilidade de um cessar-fogo no Líbano.
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- Washington pressiona o governo de Benjamin Netanyahu para chegar a um acordo, após mais de seis semanas de conflito com o Hezbollah.
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- Netanyahu informou que as forças israelitas continuam a atacar o Hezbollah e que estão a reforçar a zona de segurança no sul do Líbano até ao rio Litani, próximo da fronteira.
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- O Líbano e Israel mantiveram negociações entre enviados em Washington, as primeiras em décadas, impulsionadas pela atual conjuntura regional.
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- O conflito já provocou mais de dois mil mortos no Líbano e cerca de 1,2 milhões de deslocados; o Hezbollah tem reagido a partir de Bint Jbeil, foco de operações no sul.
O gabinete de segurança de Israel reuniu-se nesta quarta-feira para discutir um possível cessar-fogo no Líbano, informou um alto funcionário do governo. A reunião ocorre após mais de seis semanas de conflito com o Hezbollah.
Segundo fonte, Washington tem feito uma forte pressão a Telavive para avançar com um acordo de paz no Líbano. O objetivo é reduzir a escalada e estabilizar a região, sem abandonar operações militares como parte da estratégia de segurança.
Declarações do primeiro-ministro
No mesmo dia, Netanyahu publicou um vídeo declarando que as forças israelitas continuam a atacar o Hezbollah e que pretendem ampliar a zona de segurança no sul do Líbano. As tropas já avançaram para além do rio Litani.
Desfecho das negociações
O governo israelita indicou que negociações com o Líbano também decorrem em Washington, com o objetivo de estabelecer canais de diálogo entre enviados. As conversas são descritas como uma tentativa de normalizar a relação entre as partes.
Contexto da operação
A ofensiva teve início a 2 de março, após disparos do Hezbollah com apoio do Irão. O conflito já causou mais de 2000 mortos no Líbano e levou 1,2 milhões de pessoas a abandonar as casas, segundo autoridades libanesas.
Situação no terreno
Israel enviou tropas para o sul, prometendo manter uma zona-tampão até ao rio Litani, a cerca de 30 km ao norte da fronteira com Israel. O objetivo é impedir increments de ataques pela região.
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