O ministro dos Transportes do Líbano, Fayez Rasamni, apresentou uma queixa à Organização Marítima Internacional (OMI) contra o ataque israelita ao porto de Naqura, no sul do Líbano. O ataque atingiu um porto civil de pesca, principal fonte de sustento dos pescadores locais.
Rasamni afirmou que o ataque viola princípios, leis e acordos internacionais e provocou a paralisação total da atividade marítima na área. A queixa foi apresentada à OMI, com pedido de medidas cabíveis.
O governante libanês pediu à OMI que atue para proteger as instalações marítimas civis e evitar a recorrência de ataques. O objetivo é conter os efeitos humanitários e económicos decorrentes da opção militar.
Naqura fica no distrito de Tiro, região do sul, próximo à fronteira com Israel. O episódio ocorre num contexto de escalada de hostilidades entre Israel e o grupo Hezbollah, conforme narrado pelas autoridades locais.
Desde 2 de março, Israel lançou uma ofensiva terrestre no Líbano em resposta a ataques com foguetes do Hezbollah. A ofensiva ocorre em meio a controvérsia internacional e tentativas de mediação em Washington.
O balance apontado pelas autoridades libanesas indica quase 2.100 mortos e mais de um milhão de deslocados até o momento. A ONU estima também centenas de milhares de refugiados que atravessaram para a Síria desde o início dos confrontos.
Do lado israelita, o Exército reportou 13 militares mortos no Líbano. As hostilidades continuaram em várias localidades, com bombardeamentos que se intensificaram antes de novas negociações.
As negociações em Washington, mediadas pelos EUA, começaram com a abertura de contactos entre embaixadores dos dois países. O objetivo é buscar cessar-fogo e evitar a escalada adicional da violência.
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