- Médicos Sem Fronteiras denunciam situação caótica nos hospitais libaneses, após ataques de Israel no primeiro dia do cessar-fogo no conflito entre Estados Unidos e Irão.
- No centro de Beirute, no hospital Rafik Hariri, têm chegado pacientes com feridas de estilhaços e hemorragias graves.
- A MSF relata grande afluência de doentes a vários hospitais do país.
- O coordenador de emergências para o Líbano, Christopher Stokes, indica que a organização já atendeu muitos feridos em Tiro, no Hospital Jabal Amel.
- Entre os casos, há uma criança que perdeu seis familiares num ataque.
Na sequência de ataques israelitas no primeiro dia do cessar-fogo relacionado com o confronto entre Estados Unidos e Irão, que se alastrou a países vizinhos, os Médicos Sem Fronteiras (MSF) descrevem a situação nos hospitais libaneses como caótica. A organização aponta para uma elevada afluência de doentes.
No centro público Rafik Hariri, em Beirute, têm chegado pacientes com feridas de estilhaços e hemorragias graves, segundo o MSF, que lá trabalha. A equipa da ONG assegura que recebe casos com gravidade variada, colocada em situação de emergência.
Christopher Stokes, coordenador de emergências para o Líbano, diz que várias vítimas chegaram a hospitais no sul do país, nomeadamente em Tyre, no Hospital Jabal Amel, incluindo uma criança que perdeu seis familiares num ataque.
Situação nos hospitais libaneses
A MSF sublinha que a afluência a diferentes unidades hospitalares continua elevada, com necessidade de recursos médicos de maior complexidade. A organização solicita apoio humanitário contínuo para fazer face ao fluxo de feridos.
Em Beirute, o Hospital Rafik Hariri permanece como um dos principais pontos de atendimento para feridos de guerra, segundo relatos da equipa médica apoiada pela MSF. A situação é descrita como uma resposta rápida a um aumento súbito de casos graves.
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