O cessar-fogo anunciado entre os EUA e o Irão durou menos que o esperado. Horas após Trump ter declarado uma pausa de duas semanas nos bombardeamentos mútuos, o Irão anunciou o fecho do Estreito de Ormuz em retaliação a um ataque israelense ao Líbano. A medida complicou a promessa de desescalada.
Washington afirmou que os termos divulgados pelo regime de Teerão não correspondem ao acordo. Os mediadores paquistaneses tinham indicado que envio de ambos os lados poderia reunir-se em Islamabad, alimentando a expectativa de uma trégua duradoura.
Desdobramentos no terreno
Israel lançou durante a manhã desta quarta-feira uma ofensiva de larga escala contra o Líbano, com mais de 100 ataques em 10 minutos e várias dezenas de vítimas civis. Telavive afirma que o conflito com o Hezbollah não faz parte do cessar-fogo em vigor.
O Irão, por sua vez, voltou a fechar o Estreito de Ormuz, ferramenta estratégica para o transporte de petróleo, citando retaliação ao ataque israelo-libanês. Os EUA acusaram Teerão de apresentar uma versão dos termos que não chega a refletir o acordo acordado entre as partes.
Consequências para o cessar-fogo
Midadores paquistaneses repetiram que o acordo de dois pontos pontos ainda é frágil, dependente da continuidade do cessar-fogo no Líbano. Em Washington, persiste a dúvida sobre a possibilidade de uma trégua duradoura até haver uma clarificação dos itens pendentes.
Analistas ressaltam que a escalada atual pode comprometer negociações futuras, com risco de reacender confrontos na região. Autoridades não divulgaram novos prazos nem datas para eventuais negociações adicionais.
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