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Ataques em Beirute deixam sete mortos; Israel planeia ocupar sul do Líbano

Ataques em Beirute deixam sete mortos; Israel ameaça ocupar o sul do Líbano, aumentando a pressão humana e o risco de novos deslocamentos

Um bombeiro apaga um carro no local dos ataques aéreos israelitas, em Beirute, no Líbano, quarta-feira, 1 de abril de 2026.
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  • Durante a madrugada, ataques aéreos em Beirute deixaram sete mortos e vinte e um feridos; um ataque na zona de Jnah matou cinco pessoas e feriu vinte e um, enquanto Khaldeh registou dois mortos e três feridos.
  • As Forças Armadas de Israel afirmaram ter atingido um alto comandante do Hezbollah e outro membro, enquanto o ministro da Defesa, Israel Katz, indicou a intenção de ocupar parte do sul do Líbano até ao rio Litani.
  • No sul do Líbano, os ataques israelitas causaram pelo menos oito mortos e mais de trinta feridos, com ataques de foguetes do Hezbollah a atingirem o norte de Israel.
  • O ministro da Defesa libanês condenou as declarações de Katz, considerando-as uma intensificação da agressão e uma intenção de impor uma nova ocupação no território libanês.
  • A ONU investiga mortes de soldados da paz no sul do Líbano; Israel nega envolvimento direto nas zonas onde ocorreram as explosões que ceifaram a vida de soldados da UNIFIL.

Durante a noite, Beirute, capital do Líbano, foi alvo de ataques que deixaram pelo menos sete mortos em dois incidentes distintos. O Ministério da Saúde libanês confirmou as quatro vítimas em Khaldeh e Jnah, no sul da cidade, com dezenas de feridos.

Segundo a mesma fonte, dois civis morreram em Khaldeh e cinco em Jnah, onde um ataque aéreo causou incêndios e danos a veículos estacionados. A defesa libanesa não forneceu detalhes sobre os alvos ou os responsáveis.

As forças armadas de Israel disseram ter atingido dois alvos na região de Beirute, descrevendo-os como um alto comandante do Hezbollah e outro membro do grupo, sem identificar nomes. As informações não foram verificadas pelas autoridades libanesas.

Paralelamente, novos disparos ocorreram no sul do Líbano, com o grupo Hezbollah reivindicando ações contra posições israelitas. Autoridades locais referem que houve um avanço dos combates nesta faixa, com vítimas civis e militares.

De acordo com o Ministério da Saúde, oito pessoas morreram no sul do Líbano e mais de 30 ficaram feridas em ataques adicionais. O grupo Hezbollah afirma ter utilizado foguetes contra alvos no norte de Israel, em resposta aos confrontos em curso.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou a intenção de ocupar grande parte do sul do Líbano, estabelecendo uma zona de segurança até ao rio Litani. Sempre que se desloca para além da fronteira, o tema gera forte reacção internacional.

O ministro da Defesa libanês, Michel Menassa, reagiu às declarações de Katz, chamando-as de agressão e de intenção de impor uma ocupação. O Governo do Líbano assegura que tais declarações elevam a tensão na região.

A ONU confirma que três soldados de manutenção da paz foram mortos no sul do Líbano, em incidentes associados aos combates entre Israel e o Hezbollah. Investigação aponta para origem de explosões ainda não confirmada.

A UNIFIL informou ainda que não houve confirmação de presença de tropas israelitas na área da explosão que atingiu dois soldados indonésios e um veículo da missão, com indícios de origem de mina ou de projétil não identificado.

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