- A Procuradoria de Milão vai investigar indícios e suspeitos num caso de turismo macabro relacionado ao cerco de Sarajevo, que durou quatro anos.
- Italiano(s) abastados, bem como ingleses, franceses, americanos e alemães, teriam pago para ser snipers durante um fim de semana prolongado que começava numa sexta-feira.
- Andrew Drury, jornalista e documentarista que já se apresenta como “dark tourist”, participou no episódio quatro da série da Netflix Dark Tourism.
- Drury diz que esteve na Bósnia pouco depois dos factos reportados e que a prática era amplamente discutida na altura, sugerindo que há pessoas hoje em sítios de conflito que continuam a fazer turismo de guerra.
- A notícia associa o caso à têmpera da série televisiva, cuja sinopse explica viagens a ambientes de turismo macabro.
A Procuradoria de Milão abriu uma investigação sobre alegados casos de turismo de guerra ligados ao cerco de Sarajevo, que durou quatro anos. O foco é a possibilidade de civis terem pago para atuar como snipers durante fins de semana prolongados. A imprensa descreve o fenómeno como uma forma de turismo extremo, ainda pouco investigado.
Segundo informações recebidas, italianos abonados participaram do episódio, bem como cidadãos de outros Estados, incluindo Inglaterra, França, Estados Unidos e Alemanha. O objetivo alegado seria observar ou experimentar a violência sem estar diretamente envolvido na luta.
O jornalista e documentarista Andrew Drury, conhecido por reportar sobre conflitos, associa-se ao relato. Drury participou na prática de “war games” e afirma ter conhecimento de redes de facilitadores locais que, hoje, podem identificar pessoas que ainda hoje frequentam sítios onde se praticava este tipo de turismo.
A análise de Drury surge numa altura em que a Netflix divulga a série Dark Tourism, na qual o episódio em causa envolve o tema do turismo macabro. A produção descreve as viagens de turistas que visitam zonas de conflito a título de experiência, sem juízo de valor explícito.
Histórico do conflito de Sarajevo é citado como contexto da investigação, já que o cerco aconteceu entre 1992 e 1996. A Procuradoria de Milão indica que a investigação visa reunir indícios e identificar potenciais suspeitos ligados a estes fins de semana sangrentos.
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