- O Pentágono estima que a guerra contra o Irão tenha custado aos EUA cerca de 25 mil milhões de dólares, principalmente em munições, segundo Jules Hurst, em audição na Câmara dos Representantes.
- Parte do montante destina-se a despesas operacionais, manutenção e substituição de equipamentos; será apresentado um pedido de orçamento suplementar ao Congresso assim que houver uma avaliação completa do conflito.
- A audição também abordou o orçamento para 2027, que pode levar os gastos militares a 1,5 biliões de dólares.
- O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) calcula que as primeiras 100 horas da guerra custaram pelo menos 3,7 mil milhões de dólares, quase 900 milhões por dia.
- O cessar-fogo é frágil; negociações no Paquistão tentam relançar as conversações, após Trump ter ordenado um bloqueio naval aos portos do Irão e o Irão ter ameaçado o estreito de Ormuz.
O Pentágono estima que a guerra contra o Irão tenha custado aos EUA cerca de 25 mil milhões de dólares, com a maior parte a ir para munições. O valor foi citado por Jules Hurst, Secretário Adjunto Interino da Defesa para Assuntos Financeiros, durante uma audição na Câmara dos Representantes em Washington. A data de referência é desde 28 de fevereiro.
Hurst indicou que parte do montante destina-se a despesas operacionais, manutenção e substituição de equipamentos. O Departamento de Defesa deverá apresentar um orçamento suplementar ao Congresso assim que haja uma avaliação completa do custo do conflito.
A audiência contou com a presença do secretário da Defesa, Pete Hegseth, e do chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, para discutir o orçamento da administração para 2027. Esse orçamento pode chegar a 1,5 biliões de dólares, segundo o que foi apresentado pela equipa governamental.
Custo e Orçamento
Dados do Centro de Estudos Estrategicos e Internacionais apontam que as primeiras 100 horas da guerra custaram pelo menos 3,7 mil milhões de dólares, quase 900 milhões por dia. O montante em análise inclui ainda despesas operacionais e de substituição de equipamentos.
Hegseth sustentou a continuidade da operação, reiterando que o Irão não abandonou as suas ambições nucleares e minimizando a duração do conflito. Reiterou também a comparação com o Afeganistão e o Vietname para justificar a intervenção.
O ministro criticou legisladores que se opõem à guerra, considerando-os como o maior obstáculo no momento. Alertou para a retórica de alguns democratas e republicanos no Congresso, descrita como imprudente pela defesa.
Diplomacia e Contexto
A guerra encontra-se interrompida por um cessar-fogo frágil desde a semana passada, com a mediação paquistanesa a tentar relançar negociações. Procuram-se avanços por meio de negociações entre Washington e Teerão.
Delegações de Washington reuniu-se em Islamabad a 11 de abril, mas o encontro não produziu resultados. Em resposta ao fracasso negocial, o Presidente Donald Trump autorizou um bloqueio naval aos portos do Irão, que continua a manter pressões sobre o Estreito de Ormuz, gerando volatilidade na economia global.
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