- As Forças de Defesa de Israel lançaram três mísseis contra o sul do Líbano, causando a morte de dois jornalistas libaneses, Fatima Ftouni e Ali Hassan Shaib, bem como do irmão da jornalista, Mohamed Ftouni, num único veículo identificado como PRESS.
- Além dos jornalistas, morreram nove socorristas que participavam em ações de resgate durante o ataque.
- O Presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou o ataque, qualificando-o de crime flagrante e violação do direito internacional, recordando que jornalistas gozam de proteção em tempo de guerra.
- O Exército israelita apresentou uma versão divergente, afirmando que Ali Hassan Shaib atuava dentro da organização Hezbollah disfarçado de jornalista, e que o responsável expunha a localização de soldados israelitas; o comunicado não menciona as outras mortes entre profissionais de comunicação e socorristas.
- Segundo o comunicado, cinco dos socorristas pertenciam ao Comité Islâmico do Hezbollah e quatro eram paramédicos do Movimento Amal, ambos envolvidos em missões de resgate após bombardeamentos.
O Sul do Líbano foi palco de ataques da aviação israelita neste sábado, que resultaram na morte de dois jornalistas libaneses e de nove socorristas. As vítimas estavam numa viatura identificada com a palavra PRESS.
Ali Hassan Shaib, jornalista da televisão al-Manar, Fatima Ftouni, correspondente do al-Mayadeen, e o irmão desta, o fotógrafo Mohamed Ftouni, viajavam no mesmo veículo quando foram atingidos por três mísseis. O ataque aconteceu em áreas sob fogo de conflitos na região.
Aoun, presidente do Líbano, condenou o ocorrido, qualificando-o de crime flagrante e violação do direito internacional. Aoun destacou que jornalistas têm proteção internacional em tempo de guerra.
O Exército de Israel apresentou uma versão contrária, alegando que Ali Hassan Shaib estava infiltrado na estrutura do Hezbollah, disfarçado de jornalista, e que atuava para expor militares israelitas no sul do Líbano. Não houve menção às outras vítimas.
Do total de socorristas, cinco pertenciam ao Comité Islâmico do Hezbollah, envolvido em missões de resgate em bombardeamentos israelitas, segundo o ministro da Saúde do Líbano. Os restantes quatro eram paramédicos do Movimento Amal.
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