- A Flotilha Mundial Sumud denuncia que embarcações militares israelitas cercaram ilegalmente a flotilha em águas internacionais, com ameaças de rapto e uso de violência, e que o contacto com onze embarcações foi perdido.
- A flotilha, com mais de cinquenta barcos, partiu recentemente de Marselha, Barcelona e Siracusa, estando atualmente a oeste de Creta, segundo rastreio em tempo real do grupo.
- Os organizadores dizem ter sido abordados por embarcações que se identificaram como israelitas, as quais apontaram lasers e armas semiautomáticas e ordenaram que os participantes se reunissem na proa e se ajoelhassem.
- A operação foi inicialmente anunciada no verão e outono de 2025, com a primeira viagem pelo Mediterrâneo até os arredores de Gaza, que acabou por ser interceptada por Israel perto da costa do Egito e da Faixa de Gaza, levando à prisão e expulsão dos tripulantes.
- A Faixa de Gaza está sob bloqueio israelita desde 2007; Israel e o movimento Hamas voltaram a acusar-se de violar o cessar-fogo vigente desde 10 de outubro de 2025.
A Organização da Flotilha Mundial Sumud denuncia que embarcações militares israelitas cercaram ilegalmente a flotilha em águas internacionais. Segundo a organização, houve ameaças de rapto e de uso de violência, e o contacto com 11 embarcações foi perdido. A flotilha pertence a mais de 50 barcos.
A missão reúne embarcações provenientes de Marselha, Barcelona e Siracusa, que partiram recentemente em direção a Gaza. Os barcos encontram-se a Oeste de Creta, Grécia, segundo monitorização em tempo real da Sumud.
Em comunicação publicada na rede social X, a Sumud afirma ter sido abordada por navios identificados como israelitas, que teriam apontado lasers e armas semiautomáticas, ordenando que os passageiros se reunissem na proa e se ajoelhassem.
Contexto
O primeiro contacto entre a flotilha e autoridades militares ocorreu no verão e outono de 2025, quando a iniciativa chamou a atenção internacional. Na altura, cerca de cinquenta barcos foram interceptados por forças israelitas junto à costa do Egito e da Faixa de Gaza.
A operação, já condenada pela Amnistia Internacional, resultou na detenção dos tripulantes e na expulsão de alguns pelos militares. A Faixa de Gaza continua sob bloqueio israelita desde 2007.
Histórico da flotilha
A flotilha Global Sumud já realizou ações similares no Mediterrâneo, com participação de figuras públicas portuguesas e internacionais. O objetivo é chamar a atenção para a situação humanitária na região perto de Gaza. As autoridades israelitas e o movimento Hamas mantêm acusações mútuas de violação de cessar-fogo.
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