- Pelo menos 26 pessoas morreram na sequência do bombardeamento da cidade iraniana de Isfahan, no centro do Irão, focado numa zona residencial de Haftun; entre as vítimas estão sete crianças.
- As autoridades dizem que os mártires são moradores que trabalham na área operária atingida.
- O inimigo americano-sionista já tinha feito dois ataques anteriores, em zonas residenciais de Ziyar e Apadana, também em Isfahan, mas sem vítimas mortais.
- A ofensiva lançada a 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos deve continuar, com o Eterno a anunciar que vai intensificar e expandir os ataques contra o Irão e continuar a visar altas entidades iranianas.
- O balanço oficial já aponta para mais de 1.500 mortos na ofensiva, incluindo o líder supremo aiatola Ali Khamenei e outros titulares de cargos relevantes, num contexto em que Teerão tem respondido com ataques a Israel e aos EUA e com o bloqueio do Estreito de Ormuz.
Pelo menos 26 pessoas morreram nesta sexta-feira na sequência do bombardeamento da cidade iraniana de Isfahan, no centro do Irão. O ataque visa uma área residencial de Haftun, no quadro da ofensiva lançada a 28 de fevereiro por Israel e os Estados Unidos, segundo autoridades regionais citadas pela agência Tasnim. O facto ocorreu em contexto de combate urbano, com foco em alvos civis.
Entre as vítimas contam-se sete crianças, conforme as autoridades. “Como se trata de uma zona operária, os mártires são trabalhadores que lá vivem”, sublinharam, acrescentando que se trata de uma área com atividade de habitação e serviços.
As autoridades acrescentaram que o inimigo americano-sionista já tinha feito dois ataques prévios, nas últimas horas, em áreas residenciais de Ziyar e Apadana, também em Isfahan, mas sem registo de vítimas mortais.
Continuidade dos ataques e ameaças
Israel afirmou hoje que o seu exército vai “intensificar e expandir” os ataques contra o Irão e avisou que pode continuar a assassinar altos responsáveis iranianos, prolongando o ciclo de retaliação.
Numa atualização oficial, o Irão confirmou mais de 1500 mortos na ofensiva global coordenada com os Estados Unidos. Entre as vítimas destacam-se figuras de topo, como o aiatolá Ali Khamenei, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, e os ministros Aziz Nasirzadeh e Esmaeil Khatib, além de líderes das Forças Armadas.
A ofensiva de grande escala foi lançada enquanto decorriam negociações entre Washington e Teerão para um novo acordo sobre a política nuclear. Em resposta, Teerão lançou ataques a bases israelitas, instalações norte-americanas na região e outras infraestruturas, além de ter bloqueado o Estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica.
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