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Erbil continua sob ataques após investida contra base italiana

Terceiro ataque em Erbil nas últimas horas atinge aeroporto e Camp Singara; 141 soldados italianos saem ilesos, evacuação permanece em curso

Ataque ao aeroporto de Erbil no Iraque
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  • Novo ataque atingiu o aeroporto internacional de Erbil, no Curdistão iraquiano, sendo a terceira ação nas últimas horas, com fumo visível na zona afetada e drones interceptados pelas defesas aéreas.
  • O ataque anterior visou a base italiana de Camp Singara, onde o contingente está desde 2014 na missão Prima Parthica, provocando um incêndio em alguns veículos.
  • Os 141 soldados italianos na base saíram ilesos graças às medidas de segurança; cerca de 40 já foram transferidos para a Jordânia e o regresso total deverá ocorrer por terra, possivelmente via a Turquia.
  • O ministro da Defesa, Guido Crosetto, confirmou a natureza deliberada do ataque a uma base da NATO e americana; a operação de retirada continua, com parte já em casa.
  • O ataque foi reivindicado por Brigadas da Guarda Sanguinária, grupo iraquiano pró-iraniano, que divulgou nas redes sociais ações contra instalações ligadas aos EUA no Iraque.

Erbil voltou a ser alvo de ataques na sequência do ataque à base italiana de Camp Singara. O aeroporto internacional da cidade, no Curdistão iraquiano, foi atingido, com uma coluna de fumo visível, e houve duas explosões adicionais na urbe. Drones foram intercetados pelas defesas aéreas.

Na noite de 11 para 12 de março, ataques anteriores atingiram também a base italiana em Camp Singara. O contingente italiano está na região desde 2014, no âmbito da missão Prima Parthica, para treinar as forças Peshmerga a pedido do Governo do Iraque.

141 soldados italianos estavam no local; todos saíram ilesos graças a medidas de segurança e ao sistema de alerta precoce. O comandante italiano, Coronel Stefano Pizzotti, indicou que as tropas migraram para zonas protegidas designadas, como fortificações de bunker.

Responsáveis pelo ataque e desdobramentos

O Ministério da Defesa italiano confirmou a natureza deliberada do ataque, classificando Erbil como alvo ligado a instalações da NATO e dos EUA. Reporta-se que 102 militares já regressaram a casa, e cerca de 40 foram transferidos para a Jordânia. O regresso do restante deverá ocorrer por via terrestre, possivelmente pela Turquia.

O ataque foi reivindicado por um grupo armado iraquiano pró-iraniano, as Brigadas da Guarda Sanguinária, que confirmou nas redes sociais ações contra instalações ligadas aos EUA no Iraque. Erbil continua a ser um polo estratégico para contingentes internacionais na região.

O episódio ocorre num contexto de tensões crescentes no Iraque e na região, com a cidade a acolher instalações militares e diplomáticas de várias potências, incluindo os EUA, contribuindo para a sua importância estratégica.

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