- Hoje houve oito mortos em Gaza devido a três ataques israelitas, segundo fontes médicas locais.
- Primeiro ataque, à residência da família Al Huli, em Deir al Bala (centro), deixou quatro mortos, incluindo um menor de 15 anos; a família diz que foi uma tentativa de assassinato contra Muhamad Al Huli, chefe do Dispositivo de Segurança de Fronteiras das Brigadas Al Qasam.
- Segundo ataque, no quintal de uma habitação em Deir El Balah (centro), resultou em duas mortes; uma das vítimas foi Said Jaled al Jarou, de 34 anos.
- Terceiro incidente ocorreu na passagem de Al Alam, na zona de Mawasi de Rafah (sul da Faixa de Gaza), com duas mortes; o Exército israelita disse ter impedido as equipas de resgate de aceder ao local.
- Contexto: desde 10 de outubro, já morreram mais de 451 palestinianos por fogo israelita; incluem-se pelo menos 100 crianças; mais de 80% dos edifícios da Faixa de Gaza foram danificados ou destruídos; total de mortos na ofensiva de dois anos supera 71.400.
Apesar de um cessar-fogo, ataques israelitas em Gaza íntegramente continuaram hoje, causando oito mortes em diferentes pontos do território. As informações são de fontes médicas do enclave.
O hospital Al Nasser, em Gaza, relatou que um ataque de aviões israelitas à residência da família Al Huli, em Deir al Balah, no centro, matou quatro pessoas, incluindo um menor de 15 anos.
Família local disse à agência EFE que o ataque visava Muhamad Al Huli, de 52 anos, comandante do Dispositivo de Segurança de Fronteiras das Brigadas Al Qasam, braço armado do Hamas.
Segundo o hospital Al Aqsa, em Gaza, outro ataque atingiu o quintal de uma casa em Deir El Balah, provocando duas mortes. Dentre as vítimas está Said Jaled al Jarou, de 34 anos, conforme a família.
Também houve duas mortes na passagem de Al Alam, na zona de Mawasi, Rafah, no sul da Faixa de Gaza, por fogo israelita. As equipes de emergência tiveram dificuldades de aceder ao local para recuperar os corpos, segundo o Al Naser.
O Exército israelita afirmou à EFE que, mais cedo, no sul de Gaza, um homem que cruzou a linha amarela aproximou-se das tropas, representando ameaça iminente à segurança. O exército disse que foi o único incidente conhecido hoje.
Contexto e números
Mais de 451 palestinianos morreram por fogo israelita desde 10 de outubro, data de um novo cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde do Hamas. Entre as vítimas estão pelo menos 100 crianças, segundo a UNICEF, que alerta para números possivelmente subestimados.
Durante os 97 dias de conflito, os serviços de resgate recuperaram 710 corpos, com milhares ainda sob escombros. A ONU estima que mais de 80% dos edifícios da Faixa de Gaza teriam sido danificados ou destruídos.
O total de palestinianos mortos na ofensiva de dois anos, que se seguiu aos ataques de 7 de outubro, já ultrapassa 71.400, incluindo mais de 20.000 crianças, segundo dados da Saúde.
Observação
As informações citadas provêm de fontes hospitalares, do Exército israelita e de organismos humanitários, e refletem a evolução de um dia de ataques no território palestiniano.
Entre na conversa da comunidade