- A Rússia pediu à ONU que condene publicamente o ataque com drones na região de Kherson, que deixou pelo menos 27 mortos e 50 feridos.
- O representante russo junto da ONU, Gennady Gatilov, afirmou que ocultar a tragédia equivaleria a cumplicidade nos crimes.
- Maria Zakharova, porta-voz da diplomacia russa, chamou o ataque de terrorista contra civis durante as celebrações do Ano Novo.
- O comité de investigação russo disse que um café na aldeia de Khorly, à beira do Mar Negro, foi alvo de drones ucranianos; o governador de Kherson, Vladimir Saldo, falou em 24 mortos e dezenas de feridos, com dois dias de luto decretados.
- Autoridades ucranianas ainda não reagiram; a região de Kherson continua sob controlo russo desde o início da invasão, com a linha de frente marcada pelo rio Dnieper.
O representante permanente da Rússia junto da ONU em Genebra pediu ao organismo que condene publicamente o ataque com drones realizado na região de Kherson, controlada por Moscovo. A ofensiva deixou pelo menos 27 mortos e 50 feridos, segundo fontes russas.
Gatilov descreveu o ataque como uma atrocidade e afirmou que ocultar a tragédia seria cumplicidade. A acusação centra‑se no uso de drones para atingir um café na aldeia de Khorly, na península de Kherson.
Segundo o comitê de investigação russo, o ataque terá ocorrido na noite de Ano Novo, numa área sob controlo russo. O governador nomeado por Moscovo em Kherson, Vladimir Saldo, disse haver pelo menos 24 mortos e dezenas de feridos. Dois dias de luto foram decretados.
Reação internacional e contexto
A Rússia sustenta que o ataque visou civis durante celebrações. A porta‑voz da diplomacia russa acusou a Ucrânia de um ataque terrorista. Não houve comentário imediato por parte das autoridades ucranianas até ao momento.
Khorly fica na península junto ao Mar Negro e passou a estar sob controlo russo no início da invasão de 2022. Desde então, a linha de frente tem sido marcada por confrontos esporádicos e ataques com drones entre as partes.
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