- Zero e o Centro Pinus alertam que não existe informação pública sobre o investimento nas espécies autóctones em Portugal, o que compromete a avaliação de progressos e a transparência das políticas públicas.
- O Barómetro de Investimento Florestal 2025 atingiu 0,45, com evolução positiva de +0,15 face às edições anteriores, mas continua sem dados por espécie.
- Em 2024, a gestão de combustível chegou a 75.559 hectares, representando 30% da meta anual de 250 mil hectares.
- O Plano de Intervenção na Floresta 2025-2050 prevê 6,5 mil milhões de euros em 25 anos, com início em 2026, mas o financiamento para 2026 não está garantido.
- Mantém‑se a lacuna de relatórios públicos com monitorização do investimento por espécie, o que impede uma avaliação rigorosa dos progressos e afeta a transparência das políticas públicas.
O Barómetro de Investimento Florestal 2025, divulgado pela Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável e pelo Centro Pinus, aponta que não há informação pública sobre o investimento em espécies autóctones em Portugal. A lacuna dificulta a avaliação de progressos e reduz a transparência das políticas públicas.
O índice situou-se em 0,45 em 2025, com uma evolução de +0,15 face ao ano anterior. Apesar do incremento, a falta de dados por espécie persiste, o que impede medir impactos específicos dos investimentos no conjunto da floresta autóctone.
Em 2024, a gestão de combustível atingiu 30% da meta anual, correspondendo a 75.559 hectares. O Barómetro descreve este valor como insuficiente e alerta para riscos na sustentabilidade florestal.
Situação financeira e planos futuros
O Plano de Intervenção na Floresta 2025-2050 (PIF) projeta 6,5 mil milhões de euros ao longo de 25 anos. O objetivo é criar um mecanismo de apoio à gestão da floresta autóctone que permita atuar em 100 mil hectares por ano. O início das ações está previsto para 2026, mas o financiamento para esse ano não está assegurado no Orçamento do Estado.
Entretanto, o documento ressalta que, sem relatórios públicos com monitorização por espécie, o investimento efetivo pode divergir do que é indicado pelo barómetro. Os organizadores do estudo defendem maior desagregação de dados para aferir resultados de políticas florestais.
O barómetro, lançado em 2023, utiliza quatro indicadores com igual peso: investimento público em floresta, investimento público em gestão de combustível, tendência de perda de área florestal e tendência de diversificação da composição florestal. A ausência de dados por espécie é marcada como um entrave à avaliação rigorosa.
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