- A Irlanda enfrenta críticas por continuar a vender alumina à Rússia, manchando o início da presidência rotativa do Conselho da União Europeia.
- A importação é associada à Aughinish Alumina, a maior refinaria de alumina da Irlanda, que exporta cerca de metade da produção para a Rússia, gerando pressão para sanções.
- O primeiro-ministro Micheál Martin disse ter tido uma boa conversa com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy e que a investigação está quase concluída.
- Zelenskyy pediu que Dublin não adie uma decisão sobre sanções; a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que compete à Irlanda conduzir a investigação e definir o calendário.
- O governo teme impactos em empregos, ambiente e na cadeia de abastecimento europeia, enquanto a Aughinish pressiona pela não sanção ou pela nacionalização em caso de proibição de exportação.
A Irlanda enfrenta críticas por continuar a vender alumina à Rússia, teatro de uma controvérsia que mancha o início da presidência rotativa do Conselho da UE. O grupo Aughinish Alumina exporta alumina, matéria-prima para o fabrico de alumínio, para a Rússia. Dublin afirma cumprir regras.
A presidência irlandesa é a oitava na história do país e decorre em Dublin. O Taoiseach Micheál Martin inaugurou o mandato com a promessa de diplomacia e cooperação entre os 27 Estados-membros, numa altura de grande tensão com Moscovo.
Volodymyr Zelenskyy, presidente da Ucrânia, foi recepcionado como convidado de honra na abertura. A presença do líder ucraniano destacou críticas às exportações de alumina irlandesa para a Rússia e o papel de Dublin no conflito.
Controvérsia e resposta
Martin afirmou ter tido uma boa conversa com Zelenskyy sobre o tema e que a investigação sobre o assunto será partilhada com a Comissão Europeia em breve. Alega que nenhuma alumina consta em listas de sanções atuais.
A investigação está a apropriar-se de detalhes sobre a ligação entre a Aughinish e o complexo militar-industrial russo. A Comissão Europeia não comentou publicamente o calendário do inquérito.
Von der Leyen, presidente da Comissão, disse que cabe à Irlanda conduzir o processo e definir o cronograma, e que o resultado deve ser claro para todos os interessados. O governo reiterou que não haverá exceções na aplicação de sanções.
A Aughinish, maior refinaria de alumina da Europa, sustenta grande parte das exportações para a Rússia. O governo teme impactos nos empregos, no ambiente e na cadeia de abastecimento europeia caso sejam impostas sanções.
Zelenskyy reforçou que materiais fornecidos pela Irlanda ajudam a máquina de guerra russa, deixando claro o desagrado com a situação. Também foi questionada a possibilidade de nacionalização de empresas.
As autoridades irlandesas destacam que as sanções em debate podem afetar a economia local, mas garantem avaliar o impacto com responsabilidade. O debate europeu sobre o tema continua em curso.
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