- Responsáveis do Conselho da Paz reúnem-se amanhã em Chipre para relançar a iniciativa de Trump para reconstrução de Gaza.
- A reunião, com duração prevista de dois a três dias, visa rever e adaptar a estratégia do Conselho para passar da teoria à prática.
- Participam a Comissão Nacional para a Administração de Gaza e o gabinete de Nikolai Mladenov; pode haver presença de Yakir Gabay ou de um representante para contactos com palestinianos.
- Chipre afirma não ser coorganizador nem parte política, sendo a escolha do local justificada por razões logísticas, mantendo apoio à reconstrução de Gaza.
- A Turquia manifesta incómodo com a decisão de realizar a reunião em Chipre e com a exclusão de atores turcos; o Ministério dos Negócios Estrangeiros diz que nenhum representante turco participa.
O Chipre acolhe, amanhã, uma reunião de responsáveis do Conselho de Paz sobre Gaza. O objetivo é relançar a iniciativa de Donald Trump para reconstruir a Faixa de Gaza e promover prosperidade na região. A reunião terá a duração de dois a três dias, em Nicósia, e visa adaptar a estratégia do Conselho para o imediato pós-conflito. O plano prevê um condomínio técnico e a exclusão do Hamas.
Participam na reunião representantes da Comissão Nacional para a Administração de Gaza e o gabinete de Nikolai Mladenov, enviado de alto nível para Gaza. A presença do antigo diplomata búlgaro é vista como forma de conferir sustento institucional ao projeto. Também está envolvido o empresário israelita Yakir Gabay, com possibilidade de deslocação de si ou de um representante a Chipre para contactos.
Chipre não assume papel político
O governo cipriota esclarece que não é coorganizador nem parte política das negociações. A escolha de Chipre deve-se ao apoio logístico e à proximidade geográfica, com o país já a apoiar esforços de reconstrução segundo resoluções da ONU. A República de Chipre sustenta que pode ter um papel ativo na execução de um plano futuro, sem assumir liderança.
Turquia reage ao local da reunião
Ancara expressa incómodo com a realização da reunião em Chipre e com a exclusão da Turquia. O ministério turco afirmou que nem o ministro dos Negócios Estrangeiros nem outro alto funcionário participará nas conversações. A reunião ocorre pouco antes da cimeira da NATO marcada para 7 e 8 de julho em Ancara.
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