Péter Magyar anunciou que a cooperação entre os países do V4 está de volta, numa cimeira realizada no Palácio Grassalkovich, em Gödöllő. O encontro reuniu os primeiros-ministros da Hungria, República Checa, Polónia e Eslováquia, marcando o 35.º aniversário da aliança regional. O objetivo é reforçar uma voz consolidada na Europa, onde a região tem vindo a ganhar expressão.
Magyar destacou que os quatro países têm maior capacidade de sucesso quando atuam em conjunto. Defendeu que o V4 pode apresentar resultados concretos e influenciar as decisões europeias, enquanto a Europa Central é hoje uma zona de desenvolvimento dentro da União Europeia. Foi apresentada uma ligação ferroviária de alta velocidade entre Varsóvia, Praga, Bratislava e Budapeste.
Na confirmação de um reencaminhamento da cooperação, os líderes concordaram em retomar as consultas da V4 antes das cimeiras da UE e a representar, em conjunto, a Europa Central em Bruxelas e noutros foros.
Prioridades da presidência eslovaca
O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, apresentou as prioridades da presidência da UE da Eslováquia, descritas como desafiantes pela escassez de recursos. Fico destacou a importância da cooperação do V4 na gestão da migração ilegal e na coordenação de posições junto do Conselho Europeu.
O reforço da competitividade aparece como pilar da presidência e, segundo Fico, deve acompanhar o novo orçamento da UE, sem sacrificar a coesão. Relançar a produção de alumínio local, para enfrentar custos de energia elevados, foi também referido como desafio, com necessidade de baixar o preço da eletricidade na UE.
Commentários de outros líderes
O primeiro-ministro da República Checa, Andrej Babiš, afirmou confiança na colaboração entre os quatro países, destacando uma boa química entre eles e a perspectiva de que representam o futuro da Europa. Entre os temas em foco estiveram energia, quotas de CO2 e a próxima cimeira da NATO, em Ancara.
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, afirmou que o V4 pode tornar-se numa potência se a cooperação for mantida. Reforçou que a união entre os quatro países é essencial para influenciar a agenda europeia e para responder de forma solidária a desafios comuns.
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