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Trump assina acordo inicial para encerrar guerra e reabrir Estreito de Ormuz

Acordo-quadro EUA-Irão visa pôr fim à guerra, reabrir o Estreito de Ormuz por dois meses e suspender sanções, com negociações de sessenta dias

Uma pequena lancha a motor passa por navios fundeados no estreito de Ormuz, ao largo de Bandar Abbas, Irão, quarta-feira, 17 de junho de 2026
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Donald Trump assinou um acordo-quadro com o Irão para terminar a guerra entre ambos os países e reabrir o Estreito de Ormuz. O entendimento visa voltar à situação anterior ao conflito iniciado a 28 de fevereiro, com o apoio de Israel.

O texto foi assinado durante um jantar em Versalhes, na presença de Emmanuel Macron. Responsáveis norte-americanos mantiveram segredo sobre os termos, mesmo após confirmação de assinatura digital por Trump e pelo vice-presidente JD Vance.

O acordo prevê a redução da reserva de urânio fortemente enriquecido por parte do Irão. Em contrapartida, os Estados Unidos suspendem parte das sanções, permitindo ao Irão vender petróleo no mercado internacional.

O acordo encerra hostilidades de forma permanente e abre um processo de negociações de 60 dias para definir o futuro do programa nuclear iraniano. Trump deixou ainda a possibilidade de retomar ações militares, se necessário.

Pelo Irão, assinou o documento Masoud Pezeshkian, segundo a agência IRNA. O organismo estatal também publicou imagens da assinatura oficial.

Até ao momento, o conteúdo integral do acordo não foi divulgado ao público. Três países envolvidos — EUA, Irão e Paquistão — mantêm versões contraditórias sobre o que ficou acordado.

Perspetivas e controvérsias

O acordo prevê a reabertura do Estreito de Ormuz sem portagens por dois meses, com possível cobrança futura de taxas. O objetivo é restabelecer o fluxo de petróleo e gás a níveis próximos do normal.

Em contrapartida, Washington compromete-se a suspender parte das sanções impostas ao Irão, sem eliminar todas. A verificação de compromissos e o ritmo de abertura poderão evoluir conforme as negociações.

A crise energética global é citada como motivação para facilitar o retorno ao diálogo. O texto também mantém o foco na integridade territorial do Líbano e na fortificação da trégua entre Israel e posições no Hezbollah.

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