Donald Trump assinou um acordo-quadro com o Irão para terminar a guerra entre ambos os países e reabrir o Estreito de Ormuz. O entendimento visa voltar à situação anterior ao conflito iniciado a 28 de fevereiro, com o apoio de Israel.
O texto foi assinado durante um jantar em Versalhes, na presença de Emmanuel Macron. Responsáveis norte-americanos mantiveram segredo sobre os termos, mesmo após confirmação de assinatura digital por Trump e pelo vice-presidente JD Vance.
O acordo prevê a redução da reserva de urânio fortemente enriquecido por parte do Irão. Em contrapartida, os Estados Unidos suspendem parte das sanções, permitindo ao Irão vender petróleo no mercado internacional.
O acordo encerra hostilidades de forma permanente e abre um processo de negociações de 60 dias para definir o futuro do programa nuclear iraniano. Trump deixou ainda a possibilidade de retomar ações militares, se necessário.
Pelo Irão, assinou o documento Masoud Pezeshkian, segundo a agência IRNA. O organismo estatal também publicou imagens da assinatura oficial.
Até ao momento, o conteúdo integral do acordo não foi divulgado ao público. Três países envolvidos — EUA, Irão e Paquistão — mantêm versões contraditórias sobre o que ficou acordado.
Perspetivas e controvérsias
O acordo prevê a reabertura do Estreito de Ormuz sem portagens por dois meses, com possível cobrança futura de taxas. O objetivo é restabelecer o fluxo de petróleo e gás a níveis próximos do normal.
Em contrapartida, Washington compromete-se a suspender parte das sanções impostas ao Irão, sem eliminar todas. A verificação de compromissos e o ritmo de abertura poderão evoluir conforme as negociações.
A crise energética global é citada como motivação para facilitar o retorno ao diálogo. O texto também mantém o foco na integridade territorial do Líbano e na fortificação da trégua entre Israel e posições no Hezbollah.
Entre na conversa da comunidade