O parlamento finlandês aprovou na quarta-feira o levantamento da proibição total de armas nucleares, alinhando o país com a política de dissuasão da NATO após a adesão à aliança em 2023. A decisão explica-se pela resposta à invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia.
A proposta permite que armas nucleares sejam introduzidas, transportadas, fornecidas ou detidas na Finlândia quando a defesa nacional exigir. A aprovação depende ainda da sanção presidencial para entrar em vigor.
A votação registou 125 votos a favor, 61 contra e 13 ausentes. A medida revoga a proibição existente desde a década de 1980, atualizando o código penal para incluir exceções à norma.
Contexto e próximos passos
O ministro da Defesa, Antti Hakkanen, afirmou, via X, que a mudança reforça a defesa do país e facilita a dissuasão nuclear da NATO em benefício da Finlândia. A adesão a 2023 é vista como marco para o alinhamento com a aliança.
Debates internos cresceram nos últimos meses, com oposição a criticando a mudança relativamente à tradição de não alinhamento. O governo sustenta que a medida reforça a segurança continental perante a Rússia.
Situação atual
Ainda falta apenas a aprovação do presidente para entrar em vigor. Em março, o presidente francês apresentou um argumento para o uso do arsenal nuclear europeu em reforço da segurança, sem decisão tomada pela Finlândia.
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