Os Estados Unidos e o Irão assinaram um memorando que, por ora, encerra as hostilidades no Médio Oriente e reabre o estreito de Ormuz à navegação internacional. O acordo prevê ainda o fim de ataques contra o Líbano, marcando uma mudança significativa na escalada regional após quase quatro meses de conflito.
A assinatura do memorando surge numa altura em que o oeste analisa os impactos do confronto e as suas consequências estratégicas. Analistas apontam que a adversidade entre as duas potências expôs limites do poder militar norte-americano, ao mesmo tempo que redefine o equilíbrio de forças na região.
Assal Rad, historiadora especializada em história moderna no Centro Árabe em Washington, veio a público com uma leitura crítica sobre o momento. Em entrevista ao PÚBLICO, a pouco de o acordo ter sido anunciado, a especialista sugeriu que o Irão pode surgir mais assertivo com a redução das tensões, enquanto a Europa fica menos relevante e Israel é visto como um fator de instabilidade regional.
A observação de Rad insere-se no contexto de um acordo cuja finalidade formal é interromper a escalada e restaurar rotas comerciais cruciais. Ainda não há detalhes operacionais sobre a implementação do memorando nem sobre eventuais compromissos complementares entre as partes envolvidas.
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