Friedrich Merz defendeu reformas de governação, competitividade e Europa numa declaração sobre o Conselho Europeu agendado para 18 e 19 de junho. O ataque inicial foi marcado por problemas técnicos no microfone, em Bruxelas, onde se reúne o Conselho.
O chanceler federal, do CDU, detalhou a posição do governo perante a reunião de chefes de Estado e Governo da UE, a presidente do Conselho Europeu e a Comissão Europeia. A Ucrânia e o Médio Oriente dominaram as atenções.
Merz destacou o aumento de startups e a necessidade de a Alemanha enfrentar mudanças com iniciativa empresarial e inovação tecnológica. Sobre restrições, disse que é preciso aceitá‑las para avançar.
Merz e a agenda europeia
O líder alemão afirmou que as reformas em curso devem continuar, incluindo alterações no setor social, pensões e sistema de cuidados. Distribuição de encargos foi apresentada como justa, com responsabilidade partilhada.
Para tornar a Europa competitiva, Merz defendeu reduzir a burocracia em Bruxelas e modernizar o orçamento comum. A ideia é usar recursos para investimento em soberania, competitividade e defesa.
Merz rejeitou a nova dívida europeia como solução, destacando a importância de fortalecer a UE sem recorrer a endividamento adicional. O discurso sugeriu reforçar o orçamento plurianual existente.
Ucrânia e políticas migratórias
O chanceler reiterou que a Ucrânia pertence à Europa e, a longo prazo, à UE. Propôs, recentemente, um estatuto de membro associado do bloco para a Ucrânia. A reforma do asilo europeu também foi mencionada como marco.
Merz elogiu o ministro do Interior, Alexander Dobrindt, pelos esforços para conduzir a viragem na política migratória, com a nova norma de asilo a entrar em vigor a 12 de junho.
Reações da oposição e do Governo
Alice Weidel, da AfD, classificou a intervenção governamental como um canto fúnebre de um fracassado e criticou impactos na economia e no emprego. A bancada da AfD aplaudiu o discurso de pé.
Mathias Miersch, líder da bancada do SPD, criticou Weidel por não abordar a Europa, destacando a necessidade de cooperação UE‑Alemanha, defesa de indústria e políticas aduaneiras.
Verdes e Esquerda
Britta Haßelmann, dos Verdes, chamou o discurso de propaganda da AfD e exigiu sanções mais duras contra a Rússia, além de maior apoio à Ucrânia. A Esquerda salientou riscos de agravamento social com o aumento de armamento.
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