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Merz discursa sobre UE e Ucrânia; oposição chama chanceler de fracassado

Merz defende reformas, maior competitividade e apoio à Ucrânia; AfD classifica o governo de fracassado e o SPD responde

Chanceler federal Friedrich Merz (CDU) durante a sua declaração de governo no Bundestag, 11 de junho de 2026
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Friedrich Merz defendeu reformas de governação, competitividade e Europa numa declaração sobre o Conselho Europeu agendado para 18 e 19 de junho. O ataque inicial foi marcado por problemas técnicos no microfone, em Bruxelas, onde se reúne o Conselho.

O chanceler federal, do CDU, detalhou a posição do governo perante a reunião de chefes de Estado e Governo da UE, a presidente do Conselho Europeu e a Comissão Europeia. A Ucrânia e o Médio Oriente dominaram as atenções.

Merz destacou o aumento de startups e a necessidade de a Alemanha enfrentar mudanças com iniciativa empresarial e inovação tecnológica. Sobre restrições, disse que é preciso aceitá‑las para avançar.

Merz e a agenda europeia

O líder alemão afirmou que as reformas em curso devem continuar, incluindo alterações no setor social, pensões e sistema de cuidados. Distribuição de encargos foi apresentada como justa, com responsabilidade partilhada.

Para tornar a Europa competitiva, Merz defendeu reduzir a burocracia em Bruxelas e modernizar o orçamento comum. A ideia é usar recursos para investimento em soberania, competitividade e defesa.

Merz rejeitou a nova dívida europeia como solução, destacando a importância de fortalecer a UE sem recorrer a endividamento adicional. O discurso sugeriu reforçar o orçamento plurianual existente.

Ucrânia e políticas migratórias

O chanceler reiterou que a Ucrânia pertence à Europa e, a longo prazo, à UE. Propôs, recentemente, um estatuto de membro associado do bloco para a Ucrânia. A reforma do asilo europeu também foi mencionada como marco.

Merz elogiu o ministro do Interior, Alexander Dobrindt, pelos esforços para conduzir a viragem na política migratória, com a nova norma de asilo a entrar em vigor a 12 de junho.

Reações da oposição e do Governo

Alice Weidel, da AfD, classificou a intervenção governamental como um canto fúnebre de um fracassado e criticou impactos na economia e no emprego. A bancada da AfD aplaudiu o discurso de pé.

Mathias Miersch, líder da bancada do SPD, criticou Weidel por não abordar a Europa, destacando a necessidade de cooperação UE‑Alemanha, defesa de indústria e políticas aduaneiras.

Verdes e Esquerda

Britta Haßelmann, dos Verdes, chamou o discurso de propaganda da AfD e exigiu sanções mais duras contra a Rússia, além de maior apoio à Ucrânia. A Esquerda salientou riscos de agravamento social com o aumento de armamento.

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