- A Comissão Europeia propôs o 21.º pacote de sanções contra a Rússia, centrado nos setores de maior impacto: energia, serviços financeiros e criptomoedas.
- Pela primeira vez, o pacote inclui o sector das pescas e prevê restringir a entrada na UE de antigos combatentes russos.
- Outras medidas incluem restrições reforçadas à frota fantasma russa, regras mais severas para criptomoedas e proibição de plataformas de criptoativos em países terceiros que contornem sanções.
- Também prevê novas limitações à exportação de tecnologias militares, equipamentos para drones e determinados metais.
- A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, afirmou que as sanções mantêm consistência e que o objetivo é responder aos ataques russos contra civis e a violações do espaço aéreo europeu.
A Comissão Europeia apresentou hoje um novo pacote de sanções à Rússia, centrado nos setores de maior impacto, como energia, serviços financeiros e criptomoedas. A presidente Ursula von der Leyen anunciou a medida durante uma conferência em Bruxelas, em pleno quarto aniversário da invasão da Ucrânia.
O pacote, o 21.º de sanções contra a Rússia, inclui 16 medidas. Além das restrições anteriores, reforça a fiscalização sobre a frota russa, endurece regras para o setor das criptomoedas e introduz ações específicas para o setor das pescas. Também prevê impedir plataformas de criptoativos em países terceiros que contribuam para contornar sanções.
Entre as novidades contam-se novas limitações à exportação de tecnologias militares, equipamentos para drones e certos metais, bem como restrições adicionais ao uso de criptomoedas e ao financiamento ligado ao Kremlin. A proposta visa impedir que a Rússia contorne medidas já em vigor.
Von der Leyen destacou que a ideia é manter a coerência na aplicação dos pacotes de sanções, que já mostraram efeitos práticos. A dirigente referiu ainda que o foco recente recai sobre sectores cruciais para o esforço de guerra russo e para a estabilidade económica internacional.
Contexto das medidas
A líder da Comissão Recordou que, nos últimos meses, cidades ucranianas têm sido alvo de ataques, com drones a violar o espaço aéreo da UE. Citou incidentes recentes na região do Báltico e na fronteira oriental, incluindo quedas de drones em edifícios residenciais na Romênia e explosões no porto de Constança.
Analistas variados veem o pacote como uma resposta coordenada da UE para pressionar a Rússia sem aumentar a escalada militar. Observadores acompanham a implementação em conjunto com aliados ocidentais, com foco na capacidade de fiscalização e na mitigação de impactos económicos.
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