- A visita de Donald Trump a Pequim teve um caráter sobretudo económico, com encontro com Han Zheng, vice-presidente da República Popular, num gesto protocolar discreto.
- A delegação que o acompanhou incluiu executivos como Tim Cook, Elon Musk e Jensen Huang, sinalizando o tom da missão.
- A agenda destacou compras agrícolas, encomendas à Boeing e investimentos em tecnologia aeroespacial, com a intenção de criar um Conselho de Comércio bilateral para bens não sensíveis em matéria de segurança nacional.
- Beijing, segundo o texto, depende mais de Washington do que o contrário, num contexto de duas economias desiguais que não encerraram as diferenças no encontro recente.
- O artigo analisa os números por detrás da fotografia, no contexto de uma trégua entre as duas maiores economias do mundo.
O Boeing presidencial norte-americano chegou a Beijing há umas semanas, com o avião a aterrar ao início da manhã. Trump foi recebido por Han Zheng, vice-presidente da China, em gesto protocolar discreto. A agenda era sobretudo económica.
A delegação incluía executivos como Tim Cook, Elon Musk e Jensen Huang, sinalizando o tom da visita. O foco esteve em compras agrícolas, encomendas à Boeing e tecnologia aeroespacial. Também se discutia a criação de um Conselho de Comércio bilateral.
O encontro decorreu numa fase em que as duas maiores economias do mundo formalizaram uma trégua comercial, ainda que persista uma relação de desequilíbrios económicos. Os números por detrás da fotografia foram alvo de análise.
Entre os itens da agenda esteve a proposta de um Conselho de Comércio bilateral para bens não sensíveis em matéria de segurança nacional. A proposta visa facilitar acordos setoriais sem comprometer o controlo de segurança.
A posição chinesa é de que Beijing precisa de acesso ao mercado norte-americano, enquanto Washington também depende de condições estáveis para investir. A relação entre as duas potências continua marcada por divergências e interesses mútuos.
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