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Ucrânia pronta para fechar vários capítulos de adesão à UE, diz Costa

Com o levantamento do veto húngaro, a Ucrânia pode abrir e encerrar de imediato vários capítulos, aponta Costa, reforçando avanços no processo de adesão

António Costa, presidente do Conselho Europeu
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  • A Hungria levantou o veto à adesão da Ucrânia à UE, o que pode permitir abrir e encerrar de imediato vários capítulos do processo.
  • António Costa disse à Euronews que a Ucrânia pode abrir e encerrar já vários capítulos, fruto do levantamento do veto e do trabalho técnico realizado em paralelo.
  • O presidente do Conselho Europeu elogiou a mudança de atitude do novo primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, e pediu que as dificuldades bilaterais não bloqueiem o processo de adesão.
  • Está previsto que a Ucrânia e a Moldova abram, em 15 de junho, o primeiro grupo de negociações, designado “fundamentais”, que inclui direitos humanos, Estado de direito, sistema judicial e contratação pública.
  • O processo de adesão à UE tem 33 capítulos, em seis grupos temáticos, com possibilidade de vetos; Costa defendeu uma metodologia revista, abrindo capítulos sem unanimidade e encerrando apenas com unanimidade.

A Ucrânia pode abrir e encerrar de imediato vários capítulos do seu processo de adesão à UE, após o levantamento do veto húngaro. A afirmação é de António Costa, presidente do Conselho Europeu, em entrevista à Euronews. O comentário foi feito à margem da cimeira UE-Balcãs Ocidentais, em Tivat, Montenegro.

Costa afirmou que, apesar do veto, o trabalho técnico paralelo permitiu avanços significativos. Segundo o dirigente, as reformas já realizadas pela Ucrânia permitem acelerar o processo, mesmo com o impasse anterior. Há uma visão de mudança de atitude em Budapeste.

O primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, é visto como sinal de renovação política na Hungria. Costa destacou o acordo bilateral com a Ucrânia sobre direitos das minorias na Transcarpátia como turning point para as relações entre os dois países e com a UE.

Caso tudo corra como desejado, Ucrânia e Moldávia abrirão, já em junho, o primeiro grupo de negociações, designado fundamental. Este grupo abrange direitos humanos, Estado de direito, sistema judicial e contratação pública.

Os 33 capítulos do processo, distribuídos por seis temas, permanecem suscetíveis a vetos. A Comissão Europeia supervisiona as reformas internas requeridas aos Estados candidatos.

Costa mostrou-se favorável a uma metodologia revista para o acesso aos capítulos. Em sua leitura, não é necessário consenso para abrir, apenas para encerrar capítulos e grupos, evitando bloqueios por questões bilaterais.

Especialistas em Bruxelas apontam que a abertura de seis grupos pode levar tempo. A previsão aponta para um cronograma que pode estender-se até setembro, com iniciadas negociações formais já neste mês.

Antes da cimeira, países como França e Alemanha defenderam uma integração gradual estruturada, trocando reformas por benefícios europeus que facilitem o caminho para a adesão plena.

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