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Edi Rama afirma que não há alternativa à adesão da Albânia à UE

Albânia mantém a adesão à UE como única via, alerta para forças anti‑UE nos Balcãs e defende integração gradual e estruturada

Edi Rama é primeiro-ministro da Albânia desde 2013
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  • O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, disse à Euronews que a adesão à União Europeia é a única via para o país, sem alternativa.
  • Falando à margem da cimeira UE–Bálcãs Ocidentais, Rama defendeu uma “abordagem diferente” para o alargamento, com integração parcial como etapa intermédia, citando a “peça Helmut Kohl”.
  • A ideia de um processo de integração gradual é alinhada pela França e pela Alemanha, que defendem manter o atual quadro de adesão com mais incentivos.
  • Rama alertou para forças anti‑UE e terceiros atores nos Balcãs que tentam minar a confiança na UE, usando a Moldávia como exemplo da dinâmica regional.
  • A entrevista também pediu aos líderes da UE que iniciem conversações com a Rússia para terminar a guerra na Ucrânia, mantendo que a Rússia é hoje um inimigo que precisa mudar.

A Albânia mantém a adesão à União Europeia como prioridade central, segundo afirmações do primeiro-ministro Edi Rama. Em entrevista à Euronews, Rama disse que não há alternativa viável ao caminho europeu para o país. A declaração ocorreu à margem da cimeira UE–Bálcãs Ocidentais, em Tivat, Montenegro.

O chefe do governo albanês criticou o que classificou de abordagem antiga do processo de adesão edefiniu uma nova perspetiva: integração gradual e estratégica, com etapas claras, para reanimar o alargamento da UE. Rama referiu ainda a importância de participar plenamente no processo decisório.

Acompanharam as declarações comentários sobre o papel de potências externas na região. Rama alertou para forças anti-UE e terceiros atores que tentam minar a credibilidade do caminho de adesão, apontando para riscos de influence de Moscovo nas democracias vizinhas.

Albânia: Rama defende novo caminho para a adesão à UE

A visão de Rama aproxima-se da proposta Franco-Alemã de uma integração gradual para os países candidatos, defendida publicamente no passado. O líder albanês enfatizou a importância de manter a participação dos aspirantes ao processo decisório europeu, sem separar membros antigos e novos da família comunitária.

Rama recusou termos como adesão associada ou adesão light, defendendo que a relação com a UE deve ser entendida como parte da casa comum europeia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi mencionada como quem reacendeu a atenção para o alargamento.

O líder albanês comparou os aspirantes a membros com crianças que devem ser integradas numa família europeia. A ideia é incluir progressivamente, com exames e participação na vida comunitária, em vez de impor isolamento desde o início.

Bálcãs Ocidentais: forças anti-UE contestam a adesão

Rama referiu-se a atores externos que promovem a narrativa de impossibilidade de adesão, destacando a necessidade de manter a confiança na União Europeia. O objetivo é evitar que atrasos alimentem desinformação ou favoreçam impactos de interesses de terceiros.

Como exemplo, mencionou a Moldávia, que passou a candidatura à UE em 2022 e iniciou negociações em 2024, face a desafios internos e pressões externas. O caso é apresentado como ilustrativo de riscos à coesão europeia.

A Moldávia está sob observação devido a uma conjuntura interna marcada por interferência externa, com participação de Maia Sandu em articulações pró-EU. Rama sugeriu que a integração parcial pode ser uma via para estabilizar a região.

União Europeia deve falar com a Rússia

No âmbito diplomático, Rama defendeu que os líderes da UE iniciem diálogo com a Rússia para pôr fim ao conflito na Ucrânia. Em tom pragmático, reiterou que o progresso depende de um esforço diplomático firme, sem excluir mudanças de postura de Moscovo.

Questionado sobre a natureza da relação entre a Rússia, a UE e a Europa, Rama descreveu a Rússia como inimiga da estabilidade regional devido às ações que afetam outros países. Afirmou que é necessário um compromisso claro com a paz e a retirada de hostilidades.

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