- A Comissão Europeia apoia o primeiro-ministro da Arménia, Nikol Pashinyan, e prepara um pacote de apoio superior a 50 milhões de euros para mitigar sanções russas antes das eleições.
- A UE também acordou criar um grupo de trabalho UE‑Arménia para implementar as medidas e reforçar o comércio agroalimentar afetado; a reabertura de vias comerciais com a Turquia é destacada pela presidente da Comissão.
- As eleições na Arménia são marcadas para domingo; nos EUA, o secretário de Estado disse que há indícios de que a Rússia quer ver Pashinyan perder, numa posição já discutida pelo presidente Donald Trump.
- Moscovo implementou restrições a várias exportações arménias; o Governo diz ter encontrado novos mercados na Europa, assegurando que nenhum produto ficará por vender.
- Pashinyan anunciou deslocar‑se a Moscovo para uma reunião com o presidente Putin e afirmou que abandonar o Karabakh foi o maior serviço à Arménia, mantendo uma linha de diálogo com a Rússia.
O apontamento da UE ocorre a poucos dias das eleições na Arménia, marcadas para domingo. A Comissão Europeia manifestou apoio ao primeiro-ministro Nikol Pashinyan e anunciou um pacote de medidas para atenuar as sanções económicas impostas pela Rússia, em resposta ao alinhamento de Erevan com políticas pró-UE.
Von der Leyen explicou que o pacote inclui apoio financeiro superior a 50 milhões de euros e medidas práticas para facilitar o comércio agroalimentar arménio, afetado pelas restrições russas. O objetivo é manter o contacto entre empresas e reforçar o Plano de Resiliência UE-Arménia, assente em 2024.
A comissária Marta Kos acrescentou que será criado um grupo de trabalho UE-Arménia para implementar as medidas acordadas entre Bruxelas e Erevan. A presidente Europeia destacou o potencial da Arménia como elo entre a Europa, o Cáucaso e a Ásia Central, e reforçou o compromisso com a Parceria para a Conectividade.
Contexto económico e político
Von der Leyen destacou a reabertura de vias comerciais com a Turquia, incluindo a ligação ferroviária com a Geórgia, como sinal de progresso. A UE envida reforçar a paz e a estabilidade no sul do Cáucaso, após o acordo de paz entre Arménia e Azerbaijão.
Pashinyan e Moscovo
Entretanto, Pashinyan disse estar disposto a deslocar-se a Moscovo para uma reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, para tratar de questões atuais. O primeiro-ministro afirmou que não entrará numa guerra de palavras com a Rússia e que defenderá os interesses da Arménia com calma.
Cenário regional
Nos últimos dias, o Kremlin chamou o embaixador da Arménia para consultas, numa etapa que acompanha a revisão da adesão da Arménia à União Aduaneira Eurasiática. Moscovo ameaça ainda cortar por completo o fornecimento de petróleo e gás, sendo que a Arménia importa uma parte significativa do gás russo.
Comércio e mercados
As autoridades arménias anunciaram a busca por novos mercados na Europa e noutras regiões, com vários carregamentos de rosas e legumes já enviados. Em 2025, as vendas à Rússia responderam por uma parcela relevante das exportações arménias, incluindo vinhos e bebidas espirituosas.
Perspetivas eleitorais
Pashinyan afirmou que a agenda de adesão à UE é, no momento, teórica, mas garantiu que o país continua a trabalhar de forma estável no âmbito da Eurásia. O foco passa pela normalização de relações com a Turquia e pela continuidade de políticas de paz na região.
Entre na conversa da comunidade